26 novembro 2006

Mágica Briosa - Beira-Mar



















Neste jogo a nossa Académica arrancou mais três pontos numa altura importante dado que se seguem 4 jogos muito difíceis até ao final da primeira volta da Liga. Mais uma vez a Mancha esteve em sintonia com o jogo e vice-versa. Na primeira parte, o jogo não trouxe grande entusiasmo à bancada e também por isso no nosso sector não se cantou com muita garra. Só quando conseguimos o empate no marcador é que se cantou com mais alegria mas, precisamente nesse momento, tornou-se visível a falta de mentalidade de um pequeno grupo que, infelizmente, não é um caso isolado. Estava esse dito grupo calmamente sentado na parte lateral do sector a assistir ao jogo quando, ao ver ao golo, rapidamente se "infiltraram" na Mancha para festejar. Esta situação protagonizada por estes adeptos das vitórias é a prova evidente de que algo está a falhar na transmissão da mentalidade do grupo aos mais novos. A culpa não será de ninguém em particular mas sim do próprio meio sócio-cultural que provoca este tipo de comportamentos por isso todos temos o dever de ir de alguma forma "educando" aqueles que apenas nos momentos bons dizem presente para que percebam que o sentimento de pertença à Académica é incondicional.
Outro ponto negativo neste jogo foi voltar a ver no ECC uma faixa de uma das listas candidatas à DG-AAC. Valeu a polícia que cumpriu o seu dever e ordenou que a faixa fosse retirada. É realmente triste que se tente usar a Académica para fins políticos mas, como há gente que pensa que os fins justificam os meios, há que estar atento a este tipo de situações.
Voltando ao jogo, a Mágica Briosa entrou bem na segunda parte e rapidamente chegou à vantagem no marcador através de um grande golo do Dame, o que provocou um maior entusiasmo no apoio à equipa. Com uma boa circulação de bola e domínio de jogo, foi com naturalidade que a Académica ampliou a vantagem e a segurou até ao final do jogo, fazendo uma boa gestão do resultado, coisa que não conseguiu fazer em alguns jogos no início da época. Nota ainda para o Filipe Teixeira que parece estar a voltar a ficar em boa forma mas esperemos que não o suficiente para sair já em Janeiro.
Na próxima jornada vamos a Braga e todo o apoio é pouco por isso temos que ir em bom número. É no domingo e o preço também ajuda dado que são apenas 10 eur. Não há desculpas!

23 novembro 2006

Coimbra, menina e moça

O nosso cântico inspirado no fado "Lisboa, menina e moça" pegou muito bem e desde o início sempre entusiasmou o pessoal mas ao ouvir este "Coimbra, menina e moça" todos temos que reconhecer que o fado de Coimbra é algo único e é pena ser difícil de adaptar porque teria logo outro significado e outro impacto por ser algo verdadeiramente nosso. Mas quem sabe se um dia não adaptamos um para cantar no final dos jogos, ao bom estilo britânico.

Cantar para ganhar
















Apesar de não ser um dérbi, por não se tratar de uma equipa da mesma cidade, um jogo contra o Beira-Mar é no entanto sempre encarado com grande rivalidade e este não será excepção. De Aveiro virão alguns adeptos ávidos de um regresso com "estórias" interessantes para contar depois aos amigos leirienses e figueirenses mas da Mancha só terão mesmo para contar o apoio incondicional à Mágica Briosa.
Domingo no ECC, vamos todos dar aquela força e puxar por ela. Vai ser realizada uma coreografia por isso há que, como devia ser hábito, chegar cedo ao sector para participar. Bilhetes a 5 EUR que podem ser reservados pelo e-mail bilhetes@mn85polo2.com ou directamente na sede.

21 novembro 2006

Boys Roma Ultras

Este mítico grupo italiano foi fundado em 1972 por um grupo de adeptos da AS Roma que, além do amor pelo clube, tinham ideais políticos em comum. O seu nome foi inspirado num outro grupo italiano, os "Boys Squadre d'Azione Nerazzurre" do Inter, que já havia sido fundado em 1969 e que se tornou numa referência incontornável do movimento ultra italiano. Em 1977 ocorre a fusão com outros grupos de apoio à Roma ("Fedayn", "Pantere" e "Fossa dei Lupi"), formando-se o grupo "Commando Ultrà Curva Sud" com o objectivo de dar resposta às necessidades de apoio incessante, tanto nos jogos em casa como nas deslocações. É nesta fase que este grupo reclama ter dado lições de apoio incondicional a todo o mundo ultra, nomeadamente devido à dedicação que demonstravam particularmente em momentos difíceis, algo que era reconhecido pelos próprios jogadores que respeitavam a curva. Esta fase é ainda marcada pelo ódio de outros grupos e pela ausência de relações com a sociedade. Mais tarde, em 1984, dá-se a saída dos "Boys Roma Ultras" dos "Commando Ultra Curva Sud" devido à confusão provocada pela decisão de colocarem a sua própria faixa durante a final da Taça dos Campeões dessa época entre a Roma e o Liverpool (que o Liverpool venceu nas grandes penalidades). Para mais informações sobre a história deste grupo, consultem o seu sítio oficial por aqui. Também interessante é a história da "Curva Sud", que como já foi dito está ligada à dos "Boys Roma Ultras" e que podem ler aqui em português (do Brasil). Como complemento e para ilustrar a actualidade, podem aceder às fotos por aqui e ainda ver estes vídeos recentes.



19 novembro 2006

Porto - Mágica Briosa



















Num jogo emocionante do princípio ao fim, a nossa Académica quase conseguia um bom resultado no Dragão. Na primeira parte, o Porto foi mais perigoso e por isso o sofrimento foi maior mas, apesar disso, o intervalo chegou sem golos. Depois, na segunda parte, o Porto chegou ao golo logo nos primeiros minutos (através de uma jogada aparentemente em fora de jogo), o que provocou uma reacção imediata do Professor Manuel Machado com as entradas do Nestor Alvarez primeiro e do Paulo Sérgio e do Sarmento pouco depois. A estratégia estava então redefinida para tentar dar a volta ao resultado, o que aconteceu com o golo do empate apontado pelo Nestor Alvarez, que assim justificou plenamente a chamada à convocatória e ao jogo. Foi aliás bem visível a sua felicidade ao festejar o golo, ao beijar a camisola como que a demonstrar a sua dedicação e empenho. A Mancha ficou então ainda mais ao rubro e quanto mais se ouviam os gritos de ACADÉMICA ACADÉMICA, mais os tripeiros se enfureciam e assobiavam. Foram momentos que só sendo vividos se percebem. Mas, para nosso desgosto, o Porto conseguiu chegar ao golo da vitória nos últimos minutos e os seus adeptos voltaram a assobiar porque... nós continuámos a cantar! Apesar da frustração de termos voltado a sofrer um golo nos últimos minutos, ficou a sensação de que certamente melhores resultados virão, à medida que a equipa for evoluindo.
Está assim decorrido o primeiro terço da liga e contabilizamos 10 pontos, tantos como o número de jogos, o que por isso dá uma média de 1 ponto por jogo. Mantendo este desempenho até ao final da liga, teoricamente 30 pontos seriam suficientes para alcançar a manutenção, o nosso principal objectivo, mas temos todas as razões para acreditar que este primeiro terço terá sido o menos bom por isso vamos todos apoiar cada vez mais para que, com essa força, a nossa Briosa consiga melhores resultados que o esperado.
Voltando às incidências do jogo, parece confirmar-se que para cima do Douro imperam as pedras como forma de tentar demonstrar supremacia. Jogando em casa, bastava aos adeptos do Porto cantar um pouco para descarregar a sua aparente raiva pelos forasteiros mas houve quem, não conseguindo esperar pela entrada no estádio, resolveu atirar pedras aos nossos autocarros. Esta prática, também comum mais a norte (com excepção feita a Braga, onde nos recebem sempre bem), resultou num vidro partido em cada um dos autocarros e ainda em ferimentos ligeiros num elemento da Mancha Negra. Este tipo de cobardias é sempre de lamentar e demonstra bem o tipo de pessoas que as praticam. É também por este clima de insegurança que as pessoas se afastam dos estádios porque violência gera violência.

17 novembro 2006

Mais uma viagem carregada de fé












É já amanhá que a Mágica Briosa volta ao Dragão para tentar fazer melhor que há duas épocas, quando conseguimos um empate através de um golo fantástico do Joeano. Nessa altura, a magnífica sequência de jogos sem perder tinha já sido interrompida na jornada anterior, em casa com o Moreirense (queimas e latadas parece que dão sempre no mesmo...). Além disso, tratava-se da última jornada e o Porto ainda tinha hipóteses de conquistar o título, por isso adivinhava-se um jogo muito complicado mas, mesmo com o desaire do fim de semana da queima, a máquina voltou a engrenar e a Académica arrancou um resultado muito positivo, o qual teria mesmo impossibilitado o Porto de conquistar o título, caso o Benfica tivesse escorregado no seu jogo, mesmo ali ao lado em pleno estádio do Bessa.
Com a recordação deste jogo em mente, a Mancha estará no (apertado) sector visitante do estádio do Dragão a puxar por ela e a apoiar os 90 minutos. Vai ser mais uma viagem carregada de fé num bom resultado no relvado e numa boa prestação na bancada. Espera-se por isso um regresso a Coimbra... ALUCINADO!

16 novembro 2006

A nossa vergonha são vocês




















Já todos conhecemos os interesses que giram em torno da Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG-AAC) e não é por acaso que todos os anos, por esta altura, duas ou mais listas se digladiam pela vitória nas eleições para os órgãos de gestão, nomeadamente a Direcção Geral, o Conselho Fiscal e a Presidência da Assembleia Magna. Não fossem os ditos interesses e a consequente corrupção que existe e até se poderiam considerar como nobres e verdadeiras as intenções de todos os estudantes que dedicam grande parte do seu tempo à causa académica (da academia e não da Académica, entenda-se). Aqueles que não se identificam com esta generalização perdoarão o abuso da mesma precisamente por saberem o que os rodeia. Mas na verdade poucos se importam com este estado de podridão da nossa academia e os que se importam sentem-se impotentes para mudar alguma coisa por isso este tema já nem seria digno de destaque não fosse a tal competição entre listas gerar alguma revolta nos demais estudantes ano após ano. Antes de mais, pela forma como os caloiros são desde logo toldados para o apoio a uma determinada lista, sem nada lhes ser explicado e sem sequer lhes darem tempo para parar para pensar. Depois a forma como as respectivas campanhas são orquestradas, vazias de conteúdo e apoiando-se apenas nos velhos e batidos chavões de sempre que, apesar de legítimos, já não têm qualquer força junto dos estudantes. Por fim, o que mais incomoda é o recurso a uma poluição visual massiva, também desprovida de conteúdo e principalmente ilegal (de acordo com a lei 97/88 acessível por aqui). Em todos os edifícios da Universidade de Coimbra foram abusivamente colados centenas de cartazes e ainda só estamos em pré-campanha porque quando começar a campanha a sério serão coladas outras tantas centenas de cartazes nos mesmos locais, sem que ninguém se responsabilize. Também na própria estátua de D. Dinis o cenário é idêntico e o cúmulo de tudo isto foi ver no jogo da selecção, bem no centro de uma das bancadas do ECC, (pelo menos) uma faixa de uma das tais listas. Mais outra ilegalidade dado que é proibida a difusão de mensagens políticas em recintos desportivos. Cedo se começa portanto a traçar o futuro de quem se julga competente para representar uma academia como a de Coimbra. Esperemos que nos jogos da Académica (AAC-OAF) tal não se repita porque seria uma falta de respeito ainda maior por tentarem instrumentalizar a nossa Académica, para além de ser a prova de que muitos só se lembram da Briosa quando precisam.

14 novembro 2006

"4-0 e ainda não cantam"

José Mourinho admitiu recentemente já não saber viver sem pressão e por isso gosta de disparar em todas as direcções, não dando descanso nem aos próprios adeptos. O treinador português exige mais atitude e menos passividade na bancada e não ficou nada satisfeito quando, no último jogo com o Watford em Stamford Bridge, os adeptos visitantes entoaram um cântico que dizia "4-0 e ainda não cantam" (notícia por aqui). De facto, é tudo uma questão de atitude e se os jogadores em campo têm que estar ao mais alto nível também os adeptos devem corresponder da mesma forma. Na liga portuguesa também já se ouviram críticas aos adeptos deste tipo. Um exemplo disso passou-se na época 2004/2005 após o jogo Académica-Boavista quando Jaime Pacheco, treinador da equipa visitante, mandou as suas farpas aos seus adeptos dizendo que "os adeptos da Académica foram excepcionais, parecia que estavam a lutar pelo título" e ainda lamentando-se "somos uma equipa que trabalha muito só e ainda hoje não tínhamos ninguém aqui" (podem recordar estas declarações por aqui). Provavelmente não tinha apenas em mente esse jogo pois já na primeira volta, em pleno estádio do Bessa, a Mancha Negra se fez ouvir bem e dominou completamente na bancada. É assim essencial manter a atitude independentemente do resultado porque podemos nem sempre ganhar em campo mas na bancada devemos ganhar sempre!

05 novembro 2006

Mágica Briosa - Estrela da Amadora

Depois de uma primeira parte fraca, com muitos passes errados e pouca emoção, a nossa Briosa entrou para a segunda parte decidida a resolver o jogo e foi o que aconteceu. Utilizando as alas e com o Hélder Barbosa e o Miguel Pedro em destaque, a Académica conseguiu fazer 2 golos no espaço de 8 minutos e teve ainda tempo para desperdiçar algumas oportunidades de golo, uma das quais incrivelmente falhada. Na bancada a Mancha esteve em sintonia com o jogo, ou seja, aumentou o apoio na segunda parte na mesma proporção em que o jogo cresceu de interesse e a equipa acabou por se galvanizar com isso. Agora temos mais uma interrupção da Liga mas depois vamos jogar ao Dragão, provavelmente na sexta-feira dia 17 dado que o Porto joga em Moscovo na terça-feira seguinte. Vamos lá todos apoiar para vingar a pesada derrota da época passada.

03 novembro 2006

Os profissionais da gestão
























Se forem à loja da Briosa do ECC comprar um qualquer artigo oficial da nossa Académica e pagarem com multibanco, não se admirem com o que aparecer no talão do pagamento. É apenas mais um sinal do futebol-negócio que temos. A TBZ é uma empresa em forte expansão e representa várias marcas, tanto na área do entretenimento, como por exemplo o Canal Panda ou a Playboy, como também na área do desporto onde é mais conhecida e representa as marcas Sport Lisboa Benfica, Sporting Clube de Portugal, Futebol Clube do Porto, Sporting Clube de Braga e a nossa Associação Académica de Coimbra (ACC/OAF). Podem saber mais detalhes por aqui e aceder ao sítio oficial por aqui.
Se por um lado a TBZ trouxe um outro nível de profissionalismo e de know how à gestão do ECC, por outro, pequenos pormenores como o do talão da imagem, dão-nos conta de que o futebol está de facto numa era completamente virada para o negócio e para a gestão empresarial. Apesar de a AAC-OAF ser a única equipa da Liga Portuguesa que não formou uma SAD, não deixou de avançar para um modelo de gestão profissional para dar resposta a estas novas exigências do futebol moderno. Foi neste cenário que se deu o aparecimento da TBZ, a qual reclama ter conseguido aumentar em 20% as assistências médias no ECC logo na primeira época de gestão do estádio (2004-2005). Conhecendo a realidade dessa e de outras épocas, é fácil concluir que esses resultados não foram assim tão espontâneos e tão directamente relacionados com a gestão da TBZ. Ainda assim, é evidente a melhoria da imagem da marca AAC-OAF e da qualidade do merchandising. Mas nada melhor que esperar para ver se no final do contrato em vigor ambas as partes terão vontade de o renovar.

02 novembro 2006

Tão amigos que eles são

São sempre dignas de nota as amizades entre grupos de clubes diferentes mas tornam-se engraçados os casos em que tanta amizade leva a que até os papéis se invertam. Neste caso podemos ver os Auri-Negros a gritar Leiria e a Frente Leiria a gritar Beira. Podiam até ter ido para a mesma bancada que seria ainda mais inédito.

Uma questão de cultura

















Os grupos organizados de adeptos em Portugal são marcadamente de influência italiana mas às vezes é bom ver outros bons exemplos para reflectir um pouco na nossa realidade. Os adeptos do Celtic, clube fundado em 1888, deslocaram-se em grande número a Lisboa para dar o seu apoio no jogo no Estádio da Luz. Estima-se que seriam cerca de 10 mil, um número que, exagerado ou não, demonstra bem a paixão destes escoceses pelas suas cores. Mas mais que o número ficam as atitudes, tais como trazer uma mensagem escrita em português a recordar Miklós Féher, o jogador húngaro que em 25 de Janeiro de 2004 faleceu em pleno relvado do Estádio D. Afonso Henriques, para a entregar no final do jogo aos adeptos do Benfica como forma de homenagem. Outra motivação para a vinda a Lisboa foi a de pisar o relvado do Estádio do Jamor, onde em 1967 o Celtic venceu por 2-1 a então Taça dos Campeões Europeus frente ao Inter de Milão. Nesse ano, a equipa que ficou conhecida por "Lisbon Lions" ganhou todas as competições que disputou e actualmente a bancada leste do seu estádio, o Celtic Park, tem também o nome "Lisbon Lions". Voltando aos adeptos, são conhecidos por "Tims", um nome resultante da união de grupos católicos intitulados "Tim Malloys" de Calton, uma das zonas de Glasgow. A religião está aliás, a par da política, muito presente tanto no futebol como em toda a sociedade escocesa. Os adeptos do Glasgow Rangers, grande rival do Celtic, são essencialmente protestantes enquanto que os do Celtic são católicos. Este tipo de ligações não são obviamente desejáveis mas neste caso nem parece que existem tal é o fervor com que apoiam a sua equipa. É disso exemplo o facto de, nos últimos minutos de um jogo muito desfavorável em termos de resultado, terem cantado o seu hino com o mesmo sentimento e grande dedicação com que o fazem sempre. Mesmo depois do final do jogo, já sozinhos nas bancadas da Luz, continuavam alegremente a cantar, o que foi inclusivamente registado pelos repórteres de rádio.