29 maio 2007

Futsal da AAC na Final Four

Decorre em Leiria no próximo fim-de-semana a Final Four da Liga Universitária de Futsal, em que a Académica irá jogar o acesso à final com a UBI. O jogo está marcado para as 17h30 no Pavilhão da Juventude do Lis. Se alguém tiver possibilidade de ir ver o jogo, será certamente um apoio importante para a AAC vencer e chegar à final, a disputar no dia seguinte à tarde, também às 17h30, no mesmo pavilhão.

Um exemplo a seguir no ECC

Todos conhecemos a triste realidade das nossas bancadas centrais em certos jogos, com sócios da Académica com cores da equipa adversária. A tolerância tem um limite e um dia estas situações terão que acabar porque é uma autêntica vergonha ver nas bancadas dos sócios alguém a festejar os golos sofridos pela Briosa. Uma solução terá assim que se encontrar e a pensar nisso veja-se o exemplo da lei belga que impõe que adeptos adversários instalados em sectores de adeptos da casa não possam ostentar símbolos da sua equipa para assim evitar problemas de segurança. Para o jogo Bélgica - Portugal do próximo sábado os adeptos portugueses, maioritariamente emigrantes, já estão avisados e não poderão levar os seus símbolos nacionais para sectores de adeptos belgas. É verdade que é uma restrição à liberdade mas se em Portugal já se impõem tantas restrições aos adeptos então ao menos que se aplique uma regra deste género em defesa das nossas cores no nosso estádio.

24 maio 2007

Euro 2004: um evento global em Portugal - excerto 1

Marivoet, Salomé (2006) Euro 2004TM um evento global em Portugal. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 15-29 (excertos)

As diferentes formas de afirmação de identidades que têm vindo a ter lugar nos campeonatos europeus ou mundiais de futebol, têm passado pela forte mobilização de vastas franjas populacionais nas manifestações de regozijo e orgulho nacionalista, assim como as assumidas pelos adeptos tradicionais de futebol dos diferentes países, ou pelas subculturas hooligan/casual e ultra, ou mesmo as associadas às ameaças terroristas no contexto geopolítico internacional dado se tratar de um evento global.
(...)

Tal como se assistiu em Portugal, estas vivências adquirem uma carga emocional tal, que ficam para todo o sempre registadas na ‘psique colectiva’ (“collective psyche”) como referiram Dauncey e Hare relativamente ao caso francês com o mundial de 1998 (1999: 2). No entanto, estas vivências tanto podem ser vividas ao nível da celebração da Nação ou da identidade nacional, como entre grupos que formam ou estabelecem entre si formas de identidade. Como refere Maffesoli os “pequenos grupos de redes existenciais” urbanos assumindo-se como um tipo de tribalismo, assentam no sentimento de partilha (de re-ligare), da proximidade e do local, onde emerge uma solidariedade em torno de um sentido concreto, como por exemplo um clube de futebol (1988: 79). Neste contexto, parece-nos, que a afirmação de subculturas de adeptos que investem no futebol enormes cargas emocionais, e cujos comportamentos esperados se caracterizam pela afirmação de ‘uns’ por oposição e hostilização aos ‘outros’, aos que não fazem parte do ‘nós’ (os adversários entendidos enquanto inimigos), pode ser compreendida como a radicalização das potencialidades que a configuração desportiva encerra no reforço, coesão e afirmação de identidades socioculturais.
Ainda que a maioria dos autores concorde que existem duas subculturas distintas no futebol – a hooligan/casual de origem inglesa predominante no Norte da Europa e a ultra de origem italiana nos países do Sul –, com diferentes formas de organização, comportamentos e violência, o uso do termo hooliganismo como sinónimo de violência provocada por adeptos de futebol encontra-se bastante enraizado essencialmente nos meios académicos ingleses e em geral nos institucionais (Bromberger 1997; Podaliri & Balestri 1998; Roumestran 1998; Marivoet 1992abc, 1998a, 2002b). Trata-se pois de uma generalização abusiva da realidade no quadro de uma Europa multicultural, assim como um termo pouco esclarecedor, tanto mais que os comportamentos de violência no futebol não se encontram circunscritos aos membros das duas subculturas de origem europeia, continuando uma boa parte da violência a ser protagonizada pelos adeptos tradicionais das diferentes sociedades, e também entre os próprios jogadores no terreno de jogo como salienta Jean-Yves Lassalle (1997) em La Violence dans le Sport, e nós próprios por exemplo em Violent disturbances in Portugal football (2002b).

23 maio 2007

Euro 2004: um evento global em Portugal

Marivoet, Salomé (2006) Euro 2004TM um evento global em Portugal. Lisboa: Livros Horizonte

Todos os estudos realizados sobre grupos de adeptos são do maior interesse para o movimento ultra e por essa razão foi uma agradável surpresa saber que na nossa cidade temos uma Professora que se dedica ao tema, nomeadamente a nível de investigação. O contacto surgiu na sequência de um artigo sobre adeptos publicado recentemente numa revista e resulta assim numa colaboração frutuosa neste espaço. O Euro 2004 foi o evento ideal para esta investigadora fazer um estudo sobre adeptos e daí nasceu este livro que merece uma leitura atenta e do qual serão aqui publicados pequenos excertos para aumentar o interesse pelo tema e pela obra. Desde já agradecemos à Professora Salomé Marivoet esta colaboração, a qual esperamos poder manter no futuro.

Professora Salomé Marivoet: Licenciada e mestre em Sociologia pelo ISCTE, é investigadora do Centro de Investigação de Estudos de Sociologia do ISCTE desde 1985, e docente convidada na Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra. Foi técnica superior da Direcção-Geral dos Desportos entre 1986 e 1991, e docente na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa entre 1992 e 2003. A violência no desporto tem sido uma das suas áreas de investigação desde o final dos anos oitenta. Destacam-se os trabalhos realizados como coordenadora do estudo sobre o perfil da violência em Portugal, integrado no inquérito multinacional promovido pelo Conselho da Europa (1989/90), coordenadora técnica da campanha oficial “1991 Ano da Ética Desportiva” (1990/1991), assessora na área da sociologia da Comissão Nacional contra a Violência no Desporto (1989-1991), autora do estudo em fase de conclusão Ética do Desporto, Princípios e Práticas, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (1998-2004). No âmbito dos programas da Comissão Europeia, DG da Justiça e Assuntos Interiores, participação como especialista no projecto europeu Eurofan integrado no Programa Hippokrates (2002), e como especialista avaliadora no projecto “Good Hosting, Fewer Problems – information and training for institutions, social workers and police in preparation of Euro 2004 (in the field of prevention)”, integrado no Programa AGIS (2003/2004). Foi autora dos dois estudos nacionais sobre os “Hábitos Desportivos da População Portuguesa” (1988, 1998), e é representante nacional como especialista no Projecto Europeu COMPASS. No seu currículo constam cerca de uma centena de comunicações apresentadas como convidada, e cerca de meia centena de trabalhos publicados em Portugal ou no estrangeiro.

21 maio 2007

Benfica - Mágica Briosa


















Foi um final de época pouco feliz para a nossa Académica, que voltou a perder no estádio da Luz. Apesar de o resultado já não ser importante, todos queriam deixar uma boa imagem no último jogo desta época mas quase só as grandes defesas do Pedro Roma deram para entusiasmar. A presença da Mancha foi em menor número do que o habitual e o preço da viagem não pode explicar tudo. É caso para perguntar se quem ficou em casa a acompanhar outros jogos pela televisão teria ido apoiar a Briosa se a manutenção não estivesse ainda assegurada. Destaque também pela negativa para a polícia presente no estádio, que mais uma vez nos últimos minutos se alinhou em frente às bancadas apenas para mostrar serviço. Não havia qualquer indício de problemas e ainda assim insistiram em intimidar todos os adeptos que estavam calmamente a assistir ao final do jogo. Como é natural, esta postura acabou por provocar os ultras da casa que imediatamente mostraram o seu desagrado, com os DV a descerem no sector para marcar posição e com os NN a acenderem tochas e a rebentarem um petardo. O mesmo já se passou em Coimbra na época passada, quando nos últimos minutos do jogo com o Marítimo entrou para a pista de atletismo um número claramente exagerado de polícias. Tratando-se de adeptos visitantes em grande número, ainda se compreende mas de resto acaba por ser completamente desproporcionado.
Agora que acabou a época, chegam as saudades de apoiar a Académica e de espalhar esta fé mas não há mesmo nada a fazer. Resta-nos esperar pela próxima e por isso ao menos que as férias sirvam para acumular forças para voltarmos em grande no apoio à Mágica Briosa.

16 maio 2007

Sempre presentes
















É este o lema da última viagem da época a ter lugar já no próximo domingo. As inscrições devem ser realizadas na sede da Mancha Negra, mediante a apresentação do respectivo cartão de sócio e do pagamento de 25 EUR. Para não-sócios o valor a pagar é de 35 EUR. Na memória de todos está certamente a última viagem da época passada a Belém. De todas as viagens mais recentes foi talvez aquela em que esteve mais presente o verdadeiro espírito da Mancha Negra, com muita alegria, com muita nostalgia e sobretudo com muito amor pela Mágica Briosa. Agora, o jogo é na Luz, onde se espera um ambiente morno dado que o mais provável é o Benfica se ficar pelo terceiro lugar. A Mancha, que mesmo em condições muito adversas se consegue fazer sempre ouvir, tem neste jogo uma boa oportunidade de impor a sua força durante os 90 minutos e de assim calar todo o estádio. Vamos lá todos para acabar em grande.
FORÇA BRIOSA!!

14 maio 2007

Mágica Briosa - Sporting















Num jogo de algum azar para a Académica, o árbitro encarregou-se de ainda nos prejudicar ao longo dos 90 minutos, nomeadamente ao não assinalar um penálti claro a nosso favor. Infelizmente foi toda a época assim e por isso seria interessante saber se o presidente da Académica continua a apoiar o presidente da Liga como o fez aquando da sua candidatura. Este futebol continua a ser uma vergonha, sem que ninguém se chegue à frente para verdadeiramente tentar mudar alguma coisa. Os adeptos vão oscilando entre a revolta e o conformismo, consoante a sorte que lhes calha em cada jornada. O mesmo se aplica a muitos adeptos da Académica que até há bem pouco tempo eram bastante contestatários do treinador Manuel Machado mas que agora parecem resignados e talvez até satisfeitos em que este seja o treinador para a próxima época. E assim cá nos vamos contentando com esta pequenez de espírito e de ambição e festejando manutenções época após época (mesmo com a equipa a perder em campo!). A força do futebol está nos adeptos e se queremos que a Académica volte a ser uma das melhores equipas portuguesas temos que impor essa nossa força em todos os estádios deste país e principalmente no nosso, onde esta época tivemos péssimos resultados. No próximo domingo, vamos à Luz para a derradeira jornada desta época e mesmo com a nossa classificação já decidida há que lutar para deixar uma boa imagem, tanto no relvado como na bancada.

10 maio 2007

09 maio 2007

Todos ao basquetebol

Confirmou-se o Guimarães como adversário nos playoff da Proliga e o primeiro jogo é já este sábado em Coimbra. A Académica terminou a fase regular no 8º lugar, com 44 pontos, e vai assim defrontar o 1º classificado, pelo que serão jogos muito difíceis para a nossa equipa. Além disso, dos três jogos a disputar, apenas um será em Coimbra, precisamente este de sábado, o que torna ainda mais importante o nosso apoio. Se conseguirmos levar a equipa à vitória, ficará a faltar uma outra vitória num dos dois jogos a disputar em Guimarães para que a Académica passe à fase seguinte. Vamos acreditar!

06 maio 2007

Marítimo - Mágica Briosa














Fonte: Diário de Coimbra
Foi um ponto precioso e possivelmente decisivo aquele que a Académica conquistou na Madeira frente ao Marítimo e mais uma vez o capitão Pedro Roma foi fundamental, tendo defendido um penálti que poderia ter significado a derrota. Agora, a apenas dois jogos do final da liga, é difícil compreender como é que em 14 jogos em casa a Académica conseguiu perder 9. Talvez a equipa se sinta mais motivada nos jogos fora, tal como acontece com os adeptos, mas a jogadores profissionais exige-se o mesmo empenho e dedicação em quaisquer circunstâncias. O factor casa devia naturalmente dar mais tranquilidade à equipa para fazer o seu jogo mas tudo indica que isso não acontece, além de que as arbitragens tendenciosas não podem explicar tudo. Temos assim que, enquanto adeptos, ser mais exigentes com um grupo de trabalho que tem condições acima da média em todos os aspectos e que por isso tem a obrigação de render bem mais. Esperamos que, nos jogos que faltam, a equipa consiga deixar uma boa imagem, honrando a camisola e a Instituição.

03 maio 2007

Memórias

















Aqui ficam umas fotos do tempo dos CowBoys e um cântico da Mancha também mais nostálgico.
A BRIOSA é uma nação
Que jamais será esquecida
MANCHA NEGRA é a claque
Mais ousada e destemida
Força A.C. allez-allez-allez

02 maio 2007

01 maio 2007

Quando eu te vi jogar...



















Fonte: Claques de Portugal

Mágica Briosa - Braga


















Num jogo em que se notou claramente a ausência de um verdadeiro organizador de jogo ofensivo, a Académica voltou a perder no seu estádio e fica obrigada a pontuar no próximo sábado na Madeira para garantir a manutenção. Nas bancadas estiveram presentes muitos adeptos para apoiar a Briosa, fruto da campanha de oferta de bilhetes a sócios e estudantes universitários que decorreu ao longo da semana. Ainda assim, uma moldura humana aquém das expectativas mais optimistas que apontavam para um número superior a 20 mil adeptos. No sector da Mancha Negra, nem o frio nem a chuva demoveram os ultras e o jogo viveu-se em constante apoio à Briosa. Em termos de cânticos, já todos tinhamos saudades de cantar o hino da Mancha e de criar aquele belo efeito na bancada. Agora que se fala muito em violência nos estádios, é bom não esquecer este tipo de postura dos verdadeiros ultras e é essencial fazer essa distinção para que os grupos organizados de adeptos não acabem. De Braga vieram os RB e a BL que tiveram uma boa presença no apoio à sua equipa, fazendo-se notar mais nos últimos minutos de jogo, já a festejar a vitória.
Até ao final da liga temos apenas mais um jogo em casa, contra o Sporting, em que todos esperamos poder fazer a festa da manutenção. Não é que seja motivo para grandes festas mas, dadas as circunstâncias, acaba por ser o único desejo de todos os académicos para esta época.