03 janeiro 2007

Novo ano, nova atitude?

















No fundo tudo se resume a paixão. Paixão pela Mágica Briosa, paixão pelo movimento ultra, paixão pelos momentos de loucura na bancada, paixão até quanto estamos a perder por muitos e continuamos a cantar. Enfim, são as emoções a controlar-nos e a mover-nos. Mas, de tempos a tempos, também temos que apelar à razão e parar para pensar. Só deste modo nos conseguimos abstrair das emoções e chegar a conclusões minimamente imparciais e válidas. Assim, tal como os finais das épocas desportivas são sempre tempos de balanço para as equipas, adeptos e até para a indústria que envolve o desporto, também os finais de ano representam sempre momentos de introspecção e de reflexão para o novo ano. E provavelmente como resultado dessa reflexão, temos algumas manifestações de indecisão e hesitação em continuar a apoiar a Mágica Briosa no seio da Mancha Negra. É por isso motivo de preocupação para todos nós o estado actual do grupo e o que queremos para o futuro.
Sobre o estado actual, basta dizer que devia existir mais amor pela Académica porque com isso tudo o resto surgiria naturalmente. Se a Briosa e a própria Mancha Negra já tiveram o condão de ter tantos seguidores e apoiantes incondicionais em tempos não muito remotos, é caso para perguntar onde estão eles agora? Agarrados à SportTV e à RUC? Porque não no estádio a apoiar activamente como antes faziam? E mesmo dos que (ainda) vão aos jogos, quantos chegam roucos a casa? É já uma tecla muito batida dizer que é uma questão de atitude mas ainda assim fica o apelo à reflexão. Como seria se todos tivessem vergonha de cantar? Como seria se ninguém quisesse estar com o trabalho de agitar as bandeiras? Como seria se ninguém quisesse ter as bandeiras no ar com receio de não ver algum momento importante do jogo? Como seria se ninguém quisesse sair de casa em dias de chuva para apoiar a nossa Briosa? Como seria se ninguém se importasse? As respostas todos já as sabem mas poucos lhes respondem com atitude positiva.
Em relação ao futuro, mais do que apontar este ou aquele jogo em que se apoiou menos ou este ou aquele comportamento que consideramos menos correcto, há que pensar em tomar medidas de fundo, tendo em vista os próximos anos. Algumas delas estão a ser pensadas pela direcção mas o ideal é de alguma forma abrir o debate para que todos participem nas decisões importantes. Nesse sentido, talvez tenha chegado o momento de implementar um mecanismo de eleição directa da direcção pelos sócios, o qual certamente traria para a Mancha espaço para novas ideias e para novas formas de pensar e de estar. Mais importante ainda, a direcção teria muito mais legitimidade para tomar todas as decisões, sem precisar de ter a sombra da Velha Guarda. Não seria certamente uma solução mágica para os problemas da Mancha mas seria um meio de facilitar o trabalho ao longo da época e de aproximar todos os sócios da direcção, proporcionando assim uma maior união. Claro que teriam que ser pensadas regras, tais como garantir aos elementos da Velha Guarda e a outros com mais anos de sócio um maior peso em número de votos ou ainda proibir campanhas de apelo ao voto que só iriam contribuir para criar divisões. Ideias certamente não faltarão por aí por isso há que as analisar e assim contribuir para uma Mancha Negra cada vez mais forte.

6 comentários:

Anónimo disse...

Excelente texto. Tudo dito.

Brunito disse...

Gosto de algumas coisas, mas não concordo com a eleição da direcçao por votação dos sócios.

Anónimo disse...

Desde quando alguma direcção da MN, teve que se justificar à Velha Guarda? Nunca. Também não concordo com eleições por votação. Chegava um gajo que lá está há 1 ou 2 anos e derepente era eleito presidente porque conhecia bue gente.
Para se ser presidente da MN primeiro tem que se aprender o que é gostar de trabalhar em prol da MN e da AAC, dias e dias seguidos a fio se necessário. Começar por trabalhar por gosto, juntando-se aos outros, pensar na MN todos os dias e ter ideias produtivas e grandiosas para a MN. Não basta ser presidente. É necessário agir e pensar, ter coragem e acima de tudo, amor pela MN e pelo seu ideial com que foi criada.

David

Velha Guarda disse...

Algumas coisas devem ser feitas, mas certamente uma frase aqui me marcou "ter coragem e acima de tudo, amor pela MN e pelo seu ideial com que foi criada" que foi sobretudo para apoiar e amart a Briosa.
Aqui reside um dos pontos que poderia resolver outros as pessoas deveriam pensar mais na Briosa e Mancha do que no grupo de amigos.
Eleições, já todos vemos como está o estado daqueles que elejemos para os Governos, todos sabemos como são feitas as listas, para agradar a A ou a B, não pela capacidade individual, iriamos ter direcções de falhados, e pouca gente trabalharia. Se escolhidos já se trabalha pouco o que dizer de eleitos.

Anónimo disse...

A direcção da AAC-OAF não é também eleita?

Velha Guarda disse...

Sim a direcção da AAC é eleita sim senhora. Mas existe uma grande diferença ma AAC-oaf e na MN, que me leva a não defender ainda eleições na MN.
A AAC-oaf tem personalidade juridica o que ainda não acontece coma MN. Depois tb te deixo uma pergunta no ar, ao longo dos anos de sicessivas direcções da AAC de quantos elementos que acham que têm validade se lembram, ou se não tiverem memória da actual direcção, conhecem alguém, o que se lhes reconhece do seu trabalho???
jp74