18 agosto 2007

Fátima - Mágica Briosa


















Muitos jogadores novos, falta de atitude e pouca vontade de vencer, assim se caracterizou a pré-época da Académica. De qualquer forma, apesar da equipa pouco promissora, ninguém esperaria esta eliminação da Taça da Liga logo no primeiro jogo. Foi por isso com muito nervosismo que a partida se desenrolou a partir do golo do Fátima, ainda na primeira parte. A Briosa começou o jogo sem impor o seu modelo de jogo, o que de resto já é habitual com este treinador. Contra uma equipa de maior dimensão e de maior qualidade ainda se pode aceitar (embora seja discutível) que se procure adaptar o modelo de jogo ao adversário mas contra uma equipa modesta como o Fátima não se compreende como é que não é a Académica a procurar fazer o seu jogo em vez de jogar na expectativa do que o adversário vai fazer. É claro que as desculpas não tardaram em chegar, tal como aconteceu ao longo de toda a época passada. Certamente que a culpa não é só do treinador, da mesma forma que também não é só da direcção, mas precisamente por isso é que devia haver solidariedade mútua nas fases más como a que atravessamos. Os jogadores, bem ou mal escolhidos, são os que temos e não vale a pena passar para os ombros deles a responsabilidade. Se alguns têm falta de profissionalismo, então que sejam chamados à razão ou mesmo castigados até que mudem de atitude, como de resto acontece nas outras equipas. Assim, é ao treinador e à direcção que devem ser exigidas explicações mas quando o próprio treinador diz que não tem culpa nenhuma no que se está a passar é porque algo vai muito mal no seio da Académica. O presidente da direcção disse, na última Assembleia Geral, não querer cometer erros do passado e que por isso deixavam de ser os treinadores a escolher os jogadores, pelo que se este treinador não concorda com esta estratégia da direcção não devia sequer ter renovado o contrato. Evitaria assim passar esta péssima imagem de, quando tudo volta a correr mal, vir quase fazer-se de vítima, argumentando inclusivamente que apenas um dos jogadores contratados tinha sido indicado por si. Mas se o treinador não hesitou em passar a batata quente para a direcção, esta também rapidamente procurou desviar as atenções para os jogadores, tudo isto na praça pública, sem que ninguém consiga meter ordem na casa internamente. No final do jogo, foi mais uma vez a Mancha Negra a procurar ir tirar satisfações junto da equipa já que a generalidade dos sócios que se deslocou a Fátima para assistir ao jogo preferiu assobiar para o ar como se tudo estivesse bem. Nota positiva apenas para o Pedro Roma que, como capitão de equipa, não se escondeu e veio pedir alguma compreensão de forma a acalmar os ânimos mais exaltados.

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