06 dezembro 2006

Ultras Lazio

O aparecimento dos primeiros grupos de apoio à Lazio remonta já ao final da década de 60 mas eram grupos muito pouco organizados e por isso ao longo dos anos foram vários os nomes de grupos que apareceram para tentar unir o apoio à equipa na curva sul ("Commandos Monteverde Lazio", "G.A.B.A. - Gruppi Associati Bianco Azzurri", "Eagles Supporters", etc.). Depois, em 28 de Outubro de 1979, dá-se um acontecimento trágico. Um adepto da Lazio, de seu nome Vincenzo Paparelli, morre quando assistia ao dérbi entre a AS Roma e a SS Lazio, atingido por um de três rockets atirados por adeptos da Roma. Neste jogo, os cerca de 15 mil adeptos da Lazio estavam colocados na curva norte devido ao facto de os adeptos da Roma estarem colocados na curva sul. Por esta razão, nesse mesmo ano os Eagles Supporters decidem transferir-se para a curva norte, exemplo seguido pelos outros grupos de apoio à Lazio. Depois, durante a década de 80, a Lazio atravessa um mau período mas apesar disso a curva norte é imitada e admirada por todos os adeptos italianos pela sua paixão e originalidade. Em termos de mentalidade é interessante constatar que distinguem duas formas de encarar a realidade ultra: "Ultrà" e "Ultras". Segundo essa teoria, um "Ultrà" está mais próximo da velha tradição, não liga muito ao seu estilo pessoal e dá mais valor aos artifícios cénicos que transmitem o calor e a paixão que sentem. Desde as bandeiras às tochas de fumo ou ao fogo de artifício, tudo serve para colorir a curva e produzir grandes efeitos visuais. Já os "Ultras" estão mais ligados ao estilo casual britânico e por isso privilegiam o seu estilo pessoal, não entrando em grandes encenações de grupo. Em termos vocais, o "Ultrà" não dispensa o tambor a acompanhar os cânticos, os quais são frequentemente inspirados em músicas populares e tradicionais representativas da sua cultura e do seu meio. Muitas vezes existe também uma base ideológica para preferir uma ou outra forma de estar. No caso dos grupos da Lazio, dizem identificar-se mais com os "Ultras" e por isso normalmente adoptam um estilo caracterizado pelo cachecol ao pescoço e por um boné do basebol, como já é comum actualmente. Podem obter mais informações por aqui e aceder à galeria de fotos por aqui.

04 dezembro 2006

Braga - Mágica Briosa

Este domingo foi daqueles dias em que muitos assinantes da SportTv certamente deram graças por não ter que sair de casa para ver a bola porque com frio, chuva e vento na rua só se estava bem mesmo em casa. Apesar disso, lá foram os "malucos" do costume apoiar a nossa Académica em mais uma deslocação difícil, com a chuva a acompanhar-nos impiedosamente durante toda a viagem para Braga, durante todo o jogo e ainda durante toda a viagem de regresso. Para completar o cenário, há também que registar que a cobertura da bancada não nos abrigava eficazmente da chuva devido ao vento, assim como aos grupos de apoio ao Braga que também tiveram que se aguentar. Porém, com a entrada das equipas no relvado, a nossa preocupação passou a ser outra: apoiar! Mas ainda se aqueciam as gargantas quando logo aos 3 minutos de jogo nos colocámos em vantagem no marcador para delírio de todos. A estratégia de tentar surpreender o adversário logo nos instantes iniciais não é nova mas de qualquer maneira foi um golo inesperado, como inesperada foi a forma como a nossa Académica dominou o jogo na primeira parte, com jogadas rápidas e boa circulação de bola. No entanto, essa supremacia no jogo não foi suficiente para segurar a vantagem e o Braga, para além de empatar, conseguiu mesmo virar o jogo em poucos minutos. Mas a Mágica Briosa não se deixou ficar e continuou a jogar bem e a tentar chegar ao golo, o que conseguiu perto do final da primeira parte. Infelizmente só não conseguiu chegar novamente à vantagem ainda antes do intervalo e isso terá sido determinante dado que, no recomeço da partida, o Braga apareceu a controlar melhor o jogo e em poucos minutos chegou à vantagem e depois ainda a ampliou, sem que a Académica tivesse arte para inverter a situação.
Voltando à bancada, devido à excepcional exibição da nossa Briosa, na primeira parte a equipa ajudou e muito a animar o pessoal mas na segunda parte tal não sucedeu e o apoio acabou por se ressentir disso mesmo. No entanto, tivemos uma boa presença e sempre a apoiar como é normal, o que aparentemente não foi reconhecido pelos jogadores dado que não se deram ao trabalho de vir agradecer o apoio no final do jogo. Enfim, talvez estivesse a chover demais para isso.
Dos grupos adversários, nota positiva para o convívio com os Red Boys no intervalo do jogo, o que já vem sendo hábito nas deslocações a Braga, e para alguns picos vocais da Bracara Legion que, por estarem à nossa frente na bancada oposta, eram forçosamente mais visíveis e audíveis. De referir ainda que, devido à chuva, a nossa colocação na bancada foi mais acima do que é normal, o que obrigou a segurar a faixa principal durante todo o jogo, à semelhança do que aconteceu na época passada no Dragão devido à exiguidade do sector visitante desse estádio. Apesar das condições adversas, lá se conseguiu fazer um vídeo minimamente razoável e nele podem ver e ouvir um novo cântico que já tinha surgido na deslocação anterior mas que só agora pegou com mais força. Promete ficar no ouvido.
Concluindo, o tempo não deixou de ser uma condicionante mas apesar disso assistiu-se a uma boa jornada ultra na bancada e a um jogo bem disputado no relvado. Só o resultado é que devia ter sido outro.

26 novembro 2006

Mágica Briosa - Beira-Mar



















Neste jogo a nossa Académica arrancou mais três pontos numa altura importante dado que se seguem 4 jogos muito difíceis até ao final da primeira volta da Liga. Mais uma vez a Mancha esteve em sintonia com o jogo e vice-versa. Na primeira parte, o jogo não trouxe grande entusiasmo à bancada e também por isso no nosso sector não se cantou com muita garra. Só quando conseguimos o empate no marcador é que se cantou com mais alegria mas, precisamente nesse momento, tornou-se visível a falta de mentalidade de um pequeno grupo que, infelizmente, não é um caso isolado. Estava esse dito grupo calmamente sentado na parte lateral do sector a assistir ao jogo quando, ao ver ao golo, rapidamente se "infiltraram" na Mancha para festejar. Esta situação protagonizada por estes adeptos das vitórias é a prova evidente de que algo está a falhar na transmissão da mentalidade do grupo aos mais novos. A culpa não será de ninguém em particular mas sim do próprio meio sócio-cultural que provoca este tipo de comportamentos por isso todos temos o dever de ir de alguma forma "educando" aqueles que apenas nos momentos bons dizem presente para que percebam que o sentimento de pertença à Académica é incondicional.
Outro ponto negativo neste jogo foi voltar a ver no ECC uma faixa de uma das listas candidatas à DG-AAC. Valeu a polícia que cumpriu o seu dever e ordenou que a faixa fosse retirada. É realmente triste que se tente usar a Académica para fins políticos mas, como há gente que pensa que os fins justificam os meios, há que estar atento a este tipo de situações.
Voltando ao jogo, a Mágica Briosa entrou bem na segunda parte e rapidamente chegou à vantagem no marcador através de um grande golo do Dame, o que provocou um maior entusiasmo no apoio à equipa. Com uma boa circulação de bola e domínio de jogo, foi com naturalidade que a Académica ampliou a vantagem e a segurou até ao final do jogo, fazendo uma boa gestão do resultado, coisa que não conseguiu fazer em alguns jogos no início da época. Nota ainda para o Filipe Teixeira que parece estar a voltar a ficar em boa forma mas esperemos que não o suficiente para sair já em Janeiro.
Na próxima jornada vamos a Braga e todo o apoio é pouco por isso temos que ir em bom número. É no domingo e o preço também ajuda dado que são apenas 10 eur. Não há desculpas!

23 novembro 2006

Coimbra, menina e moça

O nosso cântico inspirado no fado "Lisboa, menina e moça" pegou muito bem e desde o início sempre entusiasmou o pessoal mas ao ouvir este "Coimbra, menina e moça" todos temos que reconhecer que o fado de Coimbra é algo único e é pena ser difícil de adaptar porque teria logo outro significado e outro impacto por ser algo verdadeiramente nosso. Mas quem sabe se um dia não adaptamos um para cantar no final dos jogos, ao bom estilo britânico.

Cantar para ganhar
















Apesar de não ser um dérbi, por não se tratar de uma equipa da mesma cidade, um jogo contra o Beira-Mar é no entanto sempre encarado com grande rivalidade e este não será excepção. De Aveiro virão alguns adeptos ávidos de um regresso com "estórias" interessantes para contar depois aos amigos leirienses e figueirenses mas da Mancha só terão mesmo para contar o apoio incondicional à Mágica Briosa.
Domingo no ECC, vamos todos dar aquela força e puxar por ela. Vai ser realizada uma coreografia por isso há que, como devia ser hábito, chegar cedo ao sector para participar. Bilhetes a 5 EUR que podem ser reservados pelo e-mail bilhetes@mn85polo2.com ou directamente na sede.

21 novembro 2006

Boys Roma Ultras

Este mítico grupo italiano foi fundado em 1972 por um grupo de adeptos da AS Roma que, além do amor pelo clube, tinham ideais políticos em comum. O seu nome foi inspirado num outro grupo italiano, os "Boys Squadre d'Azione Nerazzurre" do Inter, que já havia sido fundado em 1969 e que se tornou numa referência incontornável do movimento ultra italiano. Em 1977 ocorre a fusão com outros grupos de apoio à Roma ("Fedayn", "Pantere" e "Fossa dei Lupi"), formando-se o grupo "Commando Ultrà Curva Sud" com o objectivo de dar resposta às necessidades de apoio incessante, tanto nos jogos em casa como nas deslocações. É nesta fase que este grupo reclama ter dado lições de apoio incondicional a todo o mundo ultra, nomeadamente devido à dedicação que demonstravam particularmente em momentos difíceis, algo que era reconhecido pelos próprios jogadores que respeitavam a curva. Esta fase é ainda marcada pelo ódio de outros grupos e pela ausência de relações com a sociedade. Mais tarde, em 1984, dá-se a saída dos "Boys Roma Ultras" dos "Commando Ultra Curva Sud" devido à confusão provocada pela decisão de colocarem a sua própria faixa durante a final da Taça dos Campeões dessa época entre a Roma e o Liverpool (que o Liverpool venceu nas grandes penalidades). Para mais informações sobre a história deste grupo, consultem o seu sítio oficial por aqui. Também interessante é a história da "Curva Sud", que como já foi dito está ligada à dos "Boys Roma Ultras" e que podem ler aqui em português (do Brasil). Como complemento e para ilustrar a actualidade, podem aceder às fotos por aqui e ainda ver estes vídeos recentes.



19 novembro 2006

Porto - Mágica Briosa



















Num jogo emocionante do princípio ao fim, a nossa Académica quase conseguia um bom resultado no Dragão. Na primeira parte, o Porto foi mais perigoso e por isso o sofrimento foi maior mas, apesar disso, o intervalo chegou sem golos. Depois, na segunda parte, o Porto chegou ao golo logo nos primeiros minutos (através de uma jogada aparentemente em fora de jogo), o que provocou uma reacção imediata do Professor Manuel Machado com as entradas do Nestor Alvarez primeiro e do Paulo Sérgio e do Sarmento pouco depois. A estratégia estava então redefinida para tentar dar a volta ao resultado, o que aconteceu com o golo do empate apontado pelo Nestor Alvarez, que assim justificou plenamente a chamada à convocatória e ao jogo. Foi aliás bem visível a sua felicidade ao festejar o golo, ao beijar a camisola como que a demonstrar a sua dedicação e empenho. A Mancha ficou então ainda mais ao rubro e quanto mais se ouviam os gritos de ACADÉMICA ACADÉMICA, mais os tripeiros se enfureciam e assobiavam. Foram momentos que só sendo vividos se percebem. Mas, para nosso desgosto, o Porto conseguiu chegar ao golo da vitória nos últimos minutos e os seus adeptos voltaram a assobiar porque... nós continuámos a cantar! Apesar da frustração de termos voltado a sofrer um golo nos últimos minutos, ficou a sensação de que certamente melhores resultados virão, à medida que a equipa for evoluindo.
Está assim decorrido o primeiro terço da liga e contabilizamos 10 pontos, tantos como o número de jogos, o que por isso dá uma média de 1 ponto por jogo. Mantendo este desempenho até ao final da liga, teoricamente 30 pontos seriam suficientes para alcançar a manutenção, o nosso principal objectivo, mas temos todas as razões para acreditar que este primeiro terço terá sido o menos bom por isso vamos todos apoiar cada vez mais para que, com essa força, a nossa Briosa consiga melhores resultados que o esperado.
Voltando às incidências do jogo, parece confirmar-se que para cima do Douro imperam as pedras como forma de tentar demonstrar supremacia. Jogando em casa, bastava aos adeptos do Porto cantar um pouco para descarregar a sua aparente raiva pelos forasteiros mas houve quem, não conseguindo esperar pela entrada no estádio, resolveu atirar pedras aos nossos autocarros. Esta prática, também comum mais a norte (com excepção feita a Braga, onde nos recebem sempre bem), resultou num vidro partido em cada um dos autocarros e ainda em ferimentos ligeiros num elemento da Mancha Negra. Este tipo de cobardias é sempre de lamentar e demonstra bem o tipo de pessoas que as praticam. É também por este clima de insegurança que as pessoas se afastam dos estádios porque violência gera violência.

17 novembro 2006

Mais uma viagem carregada de fé












É já amanhá que a Mágica Briosa volta ao Dragão para tentar fazer melhor que há duas épocas, quando conseguimos um empate através de um golo fantástico do Joeano. Nessa altura, a magnífica sequência de jogos sem perder tinha já sido interrompida na jornada anterior, em casa com o Moreirense (queimas e latadas parece que dão sempre no mesmo...). Além disso, tratava-se da última jornada e o Porto ainda tinha hipóteses de conquistar o título, por isso adivinhava-se um jogo muito complicado mas, mesmo com o desaire do fim de semana da queima, a máquina voltou a engrenar e a Académica arrancou um resultado muito positivo, o qual teria mesmo impossibilitado o Porto de conquistar o título, caso o Benfica tivesse escorregado no seu jogo, mesmo ali ao lado em pleno estádio do Bessa.
Com a recordação deste jogo em mente, a Mancha estará no (apertado) sector visitante do estádio do Dragão a puxar por ela e a apoiar os 90 minutos. Vai ser mais uma viagem carregada de fé num bom resultado no relvado e numa boa prestação na bancada. Espera-se por isso um regresso a Coimbra... ALUCINADO!

16 novembro 2006

A nossa vergonha são vocês




















Já todos conhecemos os interesses que giram em torno da Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG-AAC) e não é por acaso que todos os anos, por esta altura, duas ou mais listas se digladiam pela vitória nas eleições para os órgãos de gestão, nomeadamente a Direcção Geral, o Conselho Fiscal e a Presidência da Assembleia Magna. Não fossem os ditos interesses e a consequente corrupção que existe e até se poderiam considerar como nobres e verdadeiras as intenções de todos os estudantes que dedicam grande parte do seu tempo à causa académica (da academia e não da Académica, entenda-se). Aqueles que não se identificam com esta generalização perdoarão o abuso da mesma precisamente por saberem o que os rodeia. Mas na verdade poucos se importam com este estado de podridão da nossa academia e os que se importam sentem-se impotentes para mudar alguma coisa por isso este tema já nem seria digno de destaque não fosse a tal competição entre listas gerar alguma revolta nos demais estudantes ano após ano. Antes de mais, pela forma como os caloiros são desde logo toldados para o apoio a uma determinada lista, sem nada lhes ser explicado e sem sequer lhes darem tempo para parar para pensar. Depois a forma como as respectivas campanhas são orquestradas, vazias de conteúdo e apoiando-se apenas nos velhos e batidos chavões de sempre que, apesar de legítimos, já não têm qualquer força junto dos estudantes. Por fim, o que mais incomoda é o recurso a uma poluição visual massiva, também desprovida de conteúdo e principalmente ilegal (de acordo com a lei 97/88 acessível por aqui). Em todos os edifícios da Universidade de Coimbra foram abusivamente colados centenas de cartazes e ainda só estamos em pré-campanha porque quando começar a campanha a sério serão coladas outras tantas centenas de cartazes nos mesmos locais, sem que ninguém se responsabilize. Também na própria estátua de D. Dinis o cenário é idêntico e o cúmulo de tudo isto foi ver no jogo da selecção, bem no centro de uma das bancadas do ECC, (pelo menos) uma faixa de uma das tais listas. Mais outra ilegalidade dado que é proibida a difusão de mensagens políticas em recintos desportivos. Cedo se começa portanto a traçar o futuro de quem se julga competente para representar uma academia como a de Coimbra. Esperemos que nos jogos da Académica (AAC-OAF) tal não se repita porque seria uma falta de respeito ainda maior por tentarem instrumentalizar a nossa Académica, para além de ser a prova de que muitos só se lembram da Briosa quando precisam.

14 novembro 2006

"4-0 e ainda não cantam"

José Mourinho admitiu recentemente já não saber viver sem pressão e por isso gosta de disparar em todas as direcções, não dando descanso nem aos próprios adeptos. O treinador português exige mais atitude e menos passividade na bancada e não ficou nada satisfeito quando, no último jogo com o Watford em Stamford Bridge, os adeptos visitantes entoaram um cântico que dizia "4-0 e ainda não cantam" (notícia por aqui). De facto, é tudo uma questão de atitude e se os jogadores em campo têm que estar ao mais alto nível também os adeptos devem corresponder da mesma forma. Na liga portuguesa também já se ouviram críticas aos adeptos deste tipo. Um exemplo disso passou-se na época 2004/2005 após o jogo Académica-Boavista quando Jaime Pacheco, treinador da equipa visitante, mandou as suas farpas aos seus adeptos dizendo que "os adeptos da Académica foram excepcionais, parecia que estavam a lutar pelo título" e ainda lamentando-se "somos uma equipa que trabalha muito só e ainda hoje não tínhamos ninguém aqui" (podem recordar estas declarações por aqui). Provavelmente não tinha apenas em mente esse jogo pois já na primeira volta, em pleno estádio do Bessa, a Mancha Negra se fez ouvir bem e dominou completamente na bancada. É assim essencial manter a atitude independentemente do resultado porque podemos nem sempre ganhar em campo mas na bancada devemos ganhar sempre!