22 janeiro 2007

Leixões - Mágica Briosa



















Foi a verdadeira festa da Taça, num dia entre históricos do futebol português. O dia começou cedo para os ultras da Mancha Negra que se deslocaram ao Estádio do Mar para apoiar a Mágica Briosa por isso foi com alguma surpresa que fomos encontrar o pessoal da Fúria Azul já na área de repouso da auto-estrada. Com muita boa disposição, como se pode ver num dos vídeos, houve tempo para um pequeno convívio antes de seguir viagem rumo a Matosinhos, onde nos esperava um convívio mais a sério, com direito a convite e tudo, com a Máfia Vermelha. Chegada a hora do jogo, havia que ir para a bancada de modo a estar presente aquando da entrada em campo das equipas mas parece que houve quem se perdesse nas imediações do estádio já que foram poucos os que deram corpo à coreografia preparada para este jogo, que consistiu num panal branco com o emblema da Académica pintado a preto. O sector da Máfia apresentou-se bem colorido, com algumas bandeiras de grandes dimensões a fazerem-se notar. O início do jogo foi favorável para as nossas cores e isso ajudou à festa na nossa bancada mas também a Máfia se fez ouvir durante a primeira parte, estando ambos os grupos em bom plano. O ponto alto terá sido quando a Mancha exibiu uma frase dedicada aos adeptos dos Leixões, que estes aplaudiram na sua maioria de pé. A frase dizia “Adeptos de primeira, para o ano que estejam à nossa beira” e no final do jogo foi oferecida à Máfia Vermelha a pedido destes. Na segunda parte o jogo foi mais disputado, com o Leixões a tentar recuperar da desvantagem, e por isso foi mais o sofrimento do que o apoio da nossa parte. Com este cenário, a Máfia acabou por dominar os acontecimentos na bancada até ao final da partida, inclusivamente contagiando os restantes adeptos para o apoio à sua equipa. Felizmente, o apito final do árbitro trouxe-nos o alívio por que ansiávamos e assim acabou por ser a Mancha a ter razões para fazer a festa. Os jogadores agradeceram o apoio e lá metemos o Roma a saltar. O mesmo não conseguimos com o Presidente José Eduardo Simões, que também veio agradecer o apoio quando já esperávamos autorização para sair do estádio. Na viagem de regresso a Coimbra pegou mais um cântico que provavelmente ficará no ouvido de muita gente e que serviu para a festa à chegada.




16 janeiro 2007

Mágica Briosa - Benfica



















E se fosse sempre assim? Sector cheio, tudo a puxar por ela, emoção e muita fé. Assim se viveu este jogo no sector da Mancha Negra. Pena que em outros jogos não se passe o mesmo e que apenas alguns apareçam para apoiar.
Começando pelo princípio, primeira nota para o mau gosto do dj de serviço que durante o aquecimento das equipas insistiu em misturar pequenos instantes de fado de Coimbra com música brasileira, algo que certamente não agradou à maioria dos sócios da nossa Briosa. Destaque, também pela negativa, para a já previsível presença de simpatizantes do clube adversário nas bancadas supostamente reservadas aos sócios da Académica. Ou será que anda tudo tão bem de finanças para pagar os altos preços dos bilhetes de não-sócio para aquelas bancadas? Enfim...
Pela positiva, é digno de registo o bonito momento com fado de Coimbra que antecedeu a entrada em campo das equipas, durante o qual teria sido espectacular gravar o sector da Mancha, com as bandeiras no ar. Fica a ideia para uma próxima oportunidade. Depois tivemos a coreografia, que consistiu num enorme plástico a cobrir todo o sector, com as cores da nossa cidade e com o emblema da Académica, como podem ver na foto. Deu um belo efeito e foi bem pensada pois permitiu disfarçar a chegada tardia ao sector de muito pessoal. Quanto ao jogo, o apoio foi em quantidade e em qualidade, como se desejava que fosse sempre. O golo que sofremos logo nos primeiros minutos não nos tirou motivação e até ao final foi a Mancha a fazer-se ouvir. É bom ver que o orgulho em ser Briosa se mantém, apesar de fases menos boas do grupo que, ciclicamente, ocorrem sempre. O resultado é que foi pior mas há que acreditar que a segunda volta vai repor a verdade na classificação.

14 janeiro 2007

Coimbra: regresso ao passado

















Não parece mas esta era a vista do Penedo da Saudade para a Solum. Podem aceder a mais fotos históricas de Coimbra por aqui. Vale a pena ver certas imagens, em particular as da Alta Universitária antes da demolição de grande parte dos edifícios, os quais vieram dar lugar ao actual Pólo I da UC. Sobre esse tema podem obter mais informações por aqui. Muito interessante!

10 janeiro 2007

Napolitanos em Florença

É já no início de Fevereiro que a nossa Académica volta a defrontar a Naval 1º Maio e por isso a Mancha Negra voltará a estar presente para apoiar a Mágica Briosa. O resultado quer-se idêntico ao da época passada mas o que tem que melhorar é sem dúvida o cortejo até ao estádio. Talvez devido ao percurso ser um pouco longo, a nossa última incursão pelas ruas da Figueira teve fases de maior passividade pelo que desta vez não é para brincar. Para servir de inspiração, de seguida podem ver os adeptos do Nápoles nas ruas de Florença há três épocas atrás. Nota ainda para a figura de um dos polícias que vão à frente do cortejo na parte final do vídeo. De fato e gravata, walkie-talkie na mão para controlar as comunicações e o belo do capacete azul na cabeça para qualquer eventualidade. Um exemplo a seguir, sem dúvida.

Mentalidades

Vivemos mesmo numa realidade quase que ridícula se comparada com outros países. Por cá a esmagadora maioria dos adeptos apoia um dos três pseudo-grandes e a equipa da terra fica sempre para segundo plano, na melhor das hipóteses. Compare-se então a nossa realidade com a realidade de um simples clube da Série C2-B italiana. O Giugliano Calcio SS, fundado em 1928, representa as cores de uma pequena cidade da província de Nápoles (mais informações por aqui) e pelo que se pode ver dos seus adeptos, envergonhariam muitas massas associativas de clubes da nossa primeira liga. É uma questão de cultura e principalmente de mentalidade.

Sem palavras

Este vídeo retrata o ambiente vivido em pleno Olímpico de Roma instantes antes do início do jogo decisivo da Taça Uefa de 1991, entre o Inter e a Roma. A atribuição da Taça era então a duas mãos e o Inter havia ganho o primeiro jogo, no seu estádio, por 2-0. Assim, a Roma tinha que arriscar tudo e contava com o forte apoio dos seus adeptos para tentar dar a volta ao resultado desfavorável da primeira mão. Imagine-se uma taça europeia a ser discutida entre dois clubes italianos historicamente rivais, ainda por cima a duas mãos, com jogos em Milão e em Roma. Só dá mesmo para imaginar porque só tendo estado lá se poderia sentir toda aquela atmosfera indescritível. A Roma ganhou este jogo mas apenas por 1-0, tendo assim a Taça ido para o Inter. Nota ainda para o facto de duas equipas portuguesas terem sido eliminadas por ambos os finalistas. A Roma eliminou o Benfica logo na primeira eliminatória e o Inter deixou pelo caminho o Sporting nas meias-finais.

09 janeiro 2007

Mais um histórico
























Nesta edição da Taça de Portugal vai-se jogar mais um clássico entre dois clubes históricos e cheios de tradição do futebol português. Depois do Vitória de Setúbal, é agora o Leixões que surge no caminho da Académica. Também com uma Taça de Portugal no palmarés, o Leixões tudo fará para continuar em prova e também o ambiente no Estádio do Mar se adivinha difícil devido aos fiéis adeptos leixonenses que estarão a apoiar a sua equipa. Não será então um jogo fácil para a nossa Briosa por isso, no próximo dia 21, temos que ir em força puxar por ela porque só assim poderemos continuar a perseguir o nosso sonho.
A foto é da final da Taça de Portugal de 1969, que perdemos por 2-1 contra o Benfica. Um golpe duro no orgulho académico, principalmente depois de dois anos antes, em 1967, a termos perdido contra o Vitória de Setúbal (3-2) e de, em 1951, a Taça ter ido também para o Benfica, que venceu a nossa Briosa por números expressivos (5-1). Mas, para equilibrar as contas, a primeira Taça de Portugal, a mais nostálgica, a de 1939, veio para Coimbra, conquistada ao Benfica por 4-3. Para chegar a essa final, a nossa Académica derrotou o Sporting e o Benfica deixou o Porto também pelo caminho. As eliminatórias eram a duas mãos por isso só podiam ser dois jogos de muitos nervos e muita emoção. Na época anterior a Briosa havia perdido com o Benfica nas meias-finais, pelo que as rivalidades com os clubes de Lisboa deviam estar mesmo ao rubro. A propósito, é também uma pena que se tenha perdido a tradição de, nas deslocações a Lisboa, levar um fardo de palha para o cavalo da estátua de D. José I no Terreiro do Paço. Deviam ser momentos únicos. Porque não recuperar essa tradição? Seria uma boa desculpa para algum pessoal que andava atrás dela em plenos anos 80 voltar e sentir que passados tantos anos o sentimento ainda perdura.

E em 39, quando venceste aquela taça, senti que eras tu... nossa Briooosa!!

07 janeiro 2007

Mágica Briosa - Vitória de Setúbal



















Rumo ao sonho de voltar ao Jamor, a nossa Briosa conseguiu ultrapassar um adversário sempre difícil num jogo sem grandes motivos de interesse, em que nem os golos ajudaram ao espectáculo. Nos primeiros minutos, a nossa defesa de três centrais demorou algum tempo a entender-se e permitiu algumas ocasiões de golo à equipa sadina, felizmente não concretizadas com sucesso. Os golos da Académica acabaram por resultar de lances fortuitos, o primeiro de um choque entre o guarda-redes e o defesa, com a bola a sobrar para o Gyano que só teve de empurrar para as redes, e o segundo de uma falha flagrante de um dos defesas, proporcionando novamente o golo ao Gyano. Mas, para não variar, lá sofremos mais um golo de bola parada já nos momentos finais do jogo. Parece que nem a jogar com três centrais acertamos com as marcações na zona defensiva. De qualquer maneira a vitória estava assegurada e assim podemos continuar a sonhar com a presença no Jamor. O próximo adversário é uma incógnita, havendo no entanto a certeza de que não será o outro Vitória, que seria talvez o mais desejado. Adeus, até um dia...
Fora das quatro linhas, notas negativas para os preços dos bilhetes que certamente afastaram muita gente e ainda para a forma como a sua venda se processou, com filas enormes e poucas pessoas no atendimento. No sector da Mancha, também não foram muitos os que apareceram para puxar por ela e também por isso o apoio não foi constante ao longo de todo o jogo mas foi no entanto suficiente para empurrar a equipa para a vitória. No próximo jogo estará certamente muito mais gente, tanto no nosso sector como no resto do estádio, o que é sempre de lamentar dado ser evidente que muitos sócios apenas se dão ao trabalho de marcar presença quando é para ver o (outro) clube do coração. Já se sabe que na Mancha somos 100% Briosa e por isso o sector é inteiramente preto e branco mas infelizmente não acontece o mesmo nas bancadas dos sócios. É no mínimo caricato um adepto entrar num estádio com cartão de sócio da equipa da casa e ir assumidamente apoiar a equipa visitante. Infelizmente é a realidade que temos.

03 janeiro 2007

Novo ano, nova atitude?

















No fundo tudo se resume a paixão. Paixão pela Mágica Briosa, paixão pelo movimento ultra, paixão pelos momentos de loucura na bancada, paixão até quanto estamos a perder por muitos e continuamos a cantar. Enfim, são as emoções a controlar-nos e a mover-nos. Mas, de tempos a tempos, também temos que apelar à razão e parar para pensar. Só deste modo nos conseguimos abstrair das emoções e chegar a conclusões minimamente imparciais e válidas. Assim, tal como os finais das épocas desportivas são sempre tempos de balanço para as equipas, adeptos e até para a indústria que envolve o desporto, também os finais de ano representam sempre momentos de introspecção e de reflexão para o novo ano. E provavelmente como resultado dessa reflexão, temos algumas manifestações de indecisão e hesitação em continuar a apoiar a Mágica Briosa no seio da Mancha Negra. É por isso motivo de preocupação para todos nós o estado actual do grupo e o que queremos para o futuro.
Sobre o estado actual, basta dizer que devia existir mais amor pela Académica porque com isso tudo o resto surgiria naturalmente. Se a Briosa e a própria Mancha Negra já tiveram o condão de ter tantos seguidores e apoiantes incondicionais em tempos não muito remotos, é caso para perguntar onde estão eles agora? Agarrados à SportTV e à RUC? Porque não no estádio a apoiar activamente como antes faziam? E mesmo dos que (ainda) vão aos jogos, quantos chegam roucos a casa? É já uma tecla muito batida dizer que é uma questão de atitude mas ainda assim fica o apelo à reflexão. Como seria se todos tivessem vergonha de cantar? Como seria se ninguém quisesse estar com o trabalho de agitar as bandeiras? Como seria se ninguém quisesse ter as bandeiras no ar com receio de não ver algum momento importante do jogo? Como seria se ninguém quisesse sair de casa em dias de chuva para apoiar a nossa Briosa? Como seria se ninguém se importasse? As respostas todos já as sabem mas poucos lhes respondem com atitude positiva.
Em relação ao futuro, mais do que apontar este ou aquele jogo em que se apoiou menos ou este ou aquele comportamento que consideramos menos correcto, há que pensar em tomar medidas de fundo, tendo em vista os próximos anos. Algumas delas estão a ser pensadas pela direcção mas o ideal é de alguma forma abrir o debate para que todos participem nas decisões importantes. Nesse sentido, talvez tenha chegado o momento de implementar um mecanismo de eleição directa da direcção pelos sócios, o qual certamente traria para a Mancha espaço para novas ideias e para novas formas de pensar e de estar. Mais importante ainda, a direcção teria muito mais legitimidade para tomar todas as decisões, sem precisar de ter a sombra da Velha Guarda. Não seria certamente uma solução mágica para os problemas da Mancha mas seria um meio de facilitar o trabalho ao longo da época e de aproximar todos os sócios da direcção, proporcionando assim uma maior união. Claro que teriam que ser pensadas regras, tais como garantir aos elementos da Velha Guarda e a outros com mais anos de sócio um maior peso em número de votos ou ainda proibir campanhas de apelo ao voto que só iriam contribuir para criar divisões. Ideias certamente não faltarão por aí por isso há que as analisar e assim contribuir para uma Mancha Negra cada vez mais forte.

Um início de ano atribulado

















Em relação à nossa Académica, muito se tem discutido tanto em torno da qualidade da equipa como do polémico processo judicial que envolve o presidente da Instituição e muitas vezes misturam-se erradamente essas duas questões. A equipa técnica e os jogadores têm vindo a desenvolver um bom trabalho, proporcionando espectáculos acima da média para a liga portuguesa mas nem sempre com os resultados desejados. Apesar disso há que dar tranquilidade e confiança ao grupo de trabalho porque só assim os bons resultados irão aparecer. Também a relação dos jogadores com os adeptos parece atravessar uma boa fase embora não seja ainda a ideal, faltando claramente mais atitude no apoio à equipa. No entanto, os jogadores, muitos deles recém-chegados, sabem reconhecer o esforço dos adeptos em acompanhar e incentivar a equipa e o seu empenho nos jogos e o facto de virem agradecer o apoio ao sector da Mancha, seja em casa seja fora, são as melhores provas dessa empatia. Num campo completamente distinto, temos então o Presidente José Eduardo Simões a ter que responder num processo judicial que ainda vai fazer correr muita tinta. Sobre esta questão, não vale a pena estar a especular como avidamente tem sido feito por muitos (pseudo-)académicos. Confiando-se ou não na justiça, serão os tribunais a pronunciar-se em devido tempo por isso todas e quaisquer especulações sobre este caso apenas servem interesses que visam desestabilizar a Instituição, o que os verdadeiros académicos certamente não desejam, pelo que é nestas fases menos boas que se revelam certos interesses ocultos. A única questão que poderia ser levantada é a da suspensão de mandato que, a bem da Instituição, devia ter sido aceite pelo Presidente da Assembleia Geral Dr. Almeida Santos. Dado que isso não aconteceu até ao momento, resta aos sócios respeitar os poderes dos órgãos democraticamente eleitos e serenamente aguardar pelas próximas eleições para manifestar o seu sentido de voto.