15 outubro 2006

Paços de Ferreira - Mágica Briosa



















Mais um quase! A primeira vitória voltou a estar tão próxima e escapou-nos nos últimos minutos de jogo. Ao contrário do esperado, a Académica entrou no jogo ao ataque e quase que surpreendia logo nos primeiros minutos. Sensivelmente a meio da primeira parte a nossa Briosa chegou ao golo para delírio de todos quantos se deslocaram de Coimbra e passou-se o intervalo a acreditar na vitória, que seria a primeira da época. Contudo, fez-se sentir a pressão sobre os árbitros típica dos estádios nortenhos e o Pavlovic acabou expulso por acumulação de amarelos. Ainda assim, os nossos rapazes de preto tentaram segurar a vantagem até ao fim mas a poucos minutos do apito final uma grande penalidade deitou tudo a perder. Consentido o empate, a Académica voltou ao ataque e até ganhou uma falta para livre perigoso junto à grande área contrária no último minuto de jogo mas, para espanto de todos, o jogo acabou mesmo sem o livre ser cobrado. Por todas estas incidências da partida, houve grande contestação dos jogadores e equipa técnica da Académica junto do árbitro no recolher aos balneários, de que resultou ainda a expulsão do Lino.
Na bancada norte do Estádio da Mata Real, a Mancha deu como sempre o seu apoio durante os 90 minutos e são de realçar os dois novos cânticos que provavelmente vão pegar bem. De Coimbra partiu um autocarro carregado de fé numa vitória mas chegou apenas com um empate na bagagem. Apesar disso foi uma boa presença com atitude tanto na bancada como no relvado. A próxima deslocação será a Leiria daqui a duas semanas, onde devemos marcar presença em bom número, como em épocas anteriores, mas antes disso temos um jogo para ganhar em casa contra o Desportivo das Aves que, dadas as circunstâncias, se revela de grande importância.

06 outubro 2006

Ainda o Bessa

Muitas vezes quem está na bancada a cantar não tem bem noção do efeito que se cria (ou não) no resto do estádio e por isso pode acontecer que a nossa ideia do apoio dado ao longo do jogo não corresponda à realidade. Mas no caso da deslocação ao Bessa aqui está a prova de que nos fizemos ouvir bem.

04 outubro 2006

Mágica Briosa - Nacional

O homem pediu um mês para meter a equipa a jogar e nos primeiros minutos de jogo até se viu alguma coisa, tal como já se tinha visto no Bessa, mas mais uma vez a defesa comprometeu e o descontrolo foi total. O que o homem não pediu foi para ver lenços brancos na bancada atrás de si e 25 minutos de silêncio na bancada à sua frente. É certo que a desilusão foi grande, como já havia sido nos outros jogos, mas é injusto não dar apoio nos momentos difíceis a quem já desde o princípio da época vem alertando para as dificuldades inerentes a uma pré-época atribulada, com bastantes jogadores novos e marcada por integrações tardias no grupo e lesões. De qualquer maneira, mesmo os mais pessimistas não contariam ter apenas um ponto em nove possíveis nos jogos em casa, ainda por cima contra adversários directos, mas, como bons sofredores que somos, vamos continuar a puxar por ela para ultrapassar esta crise de resultados e quem sabe se no final deste mês não estamos já numa posição mais confortável na tabela classificativa.
Tão preocupante como a passividade em campo dos nossos jogadores foi o que se viu no sector. No início até parecia que se ia cantar com mais garra e atitude, com a VG a contagiar o seu ânimo e energia ao resto do pessoal e com o golo a ajudar à festa, mas o sol foi amolecendo as gargantas ao longo do jogo e quando sofremos o terceiro golo a grande Mancha Negra de outrora mergulhou na vulgaridade daquilo a que corriqueiramente se chama claque. Se ali estivesse um verdadeiro e genuíno grupo ULTRA como o que, por exemplo, se deslocou ao Dragão na época passada, ninguém teria parado de cantar até ao último minuto e quanto pior fosse o resultado mais alto nos ouviriam puxar por ela. É por isso que a verdadeira Mancha Negra se revela apenas nos jogos fora, onde o todo é mais que a soma das partes. Já nos jogos em casa é ao contrário, o todo é bastante menos que a soma das partes.

28 setembro 2006

Sinais dos tempos

















O futebol moderno que temos, não só em Portugal mas um pouco por todo o mundo, representa uma involução em muitos aspectos que dele fizeram o desporto mais universal alguma vez praticado. Num mundo em constante evolução, é um pouco contraditório verificar que o futebol está cada vez mais envolto em polémicas e em corrupção, sendo a nossa Liga fértil em exemplos, já que quase não há jornada em que as arbitragens não suscitem acesas discussões e suspeitas. Também o já muito falado caso Mateus promete continuar na ordem do dia, assim como o caso Apito Dourado em que recentemente foram reabertas as investigações. Lá fora o panorama não é muito melhor com o Calcio Caos a comprovar que a corrupção no futebol de facto existe e a grande escala. Até a própria FIFA vai enchendo os bolsos dos seus dirigentes à custa dos patrocinadores, aos quais interessa ter os países mais ricos em competição (podem ver a investigação a este caso por aqui e ler mais sobre o assunto por aqui). Com tudo isto, está em causa a verdade desportiva e se o dinheiro faz girar o mundo então são os adeptos a fazer girar o mundo do futebol, já que sem adeptos não haveria receitas de bilheteira, de merchandising, de direitos televisivos, de patrocínios ou de publicidade. Apesar disso os verdadeiros adeptos continuam a ser afastados dos estádios pelo preço dos bilhetes e pelas horas tardias a que são realizados os jogos.
Onde se tem verificado uma clara evolução no futebol é nas condições dos recintos desportivos. Por cá, aproveitando a boleia do Euro 2004, foram construidos ou remodelados 10 estádios o que foi sem dúvida algo positivo para os adeptos, embora no caso de 3 deles tenha sido um desperdício de dinheiro. De facto, os estádios do Algarve, de Leiria e de Aveiro já provaram não ser economicamente viáveis pelo que são os elefantes brancos das respectivas regiões. Depois, para acompanhar as condições proporcionadas por esses estádios, também outros clubes têm apostado nos últimos anos em melhorar as suas infra-estruturas desportivas. Nos outros países, os projectos que existem para novos estádios são fantásticos e merecem ser vistos, o que podem fazer por aqui.
Mas um novo sinal dos tempos surgiu esta jornada de Liga dos Campeões com a utilização inédita de um relvado sintético num jogo das competições europeias. No Estádio Luzhniki do Spartak de Moscovo (na foto) a relva sintética foi pela primeira vez autorizada pela UEFA e já em 2008 há a possibilidade de todos os jogos do Europeu a realizar na Áustria e na Suiça serem realizados num relvado artifical. A intenção é proporcionar a todas as equipas um terreno idêntico, sem relva em mau estado ou com buracos. Provavelmente o jogo tornar-se-à mais prevísivel dado que a bola deixa de sofrer aqueles desvios estranhos ao tocar num buraco ou num pedaço de relva mais levantado mas torna-se também mais rápido uma vez que com este tipo de relva a bola ganha mais velocidade. Como se pode ver por aqui, há empresas empenhadas no desenvolvimento deste tipo de relvados por isso será uma questão de tempo até o cheiro da relva desaparecer dos nossos estádios. O futebol sem dúvida que se vai descaracterizando e contra isso parece não haver nada a fazer mas fossem todos os jogos ao domingo à tarde e os preços acessíveis e já tudo o resto pareceriam pormenores.

ULTRAS CONTRA O FUTEBOL MODERNO!

25 setembro 2006

Boavista - Mágica Briosa

Mais uma vez a Mancha esteve em grande em jogos fora e tratando-se do Estádio do Bessa ainda melhor devido à sua excelente acústica. Apesar do mau tempo e da hora do jogo, estivemos em bom número e com uma presença bastante boa. Durante os 90 minutos foi sempre a puxar por ela e só foi pena não termos trazido a vitória que esteve tão próxima. Parece que o verdadeiro espírito da Mancha Negra apenas se revela nos jogos fora já que nos jogos em casa não há tanta atitude e união. Fora de Coimbra vamos sempre com a pica toda para honrar a Académica e a Mancha Negra mas no nosso próprio estádio é o que se tem visto. Porque será?



19 setembro 2006

Social delight

















Os jornais hoje em dia são de mais fácil consulta através das suas edições online mas se estiver à mão ainda passo os olhos pela edição em papel, neste caso a do Diário de Coimbra do passado sábado, 16 de Setembro. Visto que estava o principal e atraído pela foto da primeira página, ainda folheei o caderno "social", que semanalmente acompanha o mesmo jornal, a ver as novidades mais ou menos interessantes da noite coimbrã. Para surpresa minha, deparo-me com um título do género "Coimbra vai ao futebol" reportando-se ao jogo de dia 10 com a Naval e com a foto que acompanha este texto em grande destaque mas, claro está, sem qualquer referência aos adeptos e muito menos à Mancha. As restantes fotos eram obviamente das pseudo-eminentes personalidades que a cada jogo no ECC povoam a tribuna vip. Quanto ao texto não o li mas tal também não era necessário dado que as fotos diziam tudo. Foi então que me lembrei do que me disseram ser um espectáculo tão degradante quanto ridículo antes de cada jogo em que muitas destas personagens se acotovelam na entrada vip para conseguir entrar sem pagar. Nós, os adeptos normais, até nos poderíamos sentir incomodados com este tipo de situações mas, como estamos ali para apoiar incondicionalmente a Académica, acabamos por nem ligar a estas estratégias de marketing e deixamos a TBZ e os seus convidados em alegre tertúlia enquanto o jogo decorre e nós sofremos por ela. O que incomodou verdadeiramente foi ver ali uma foto da Mancha Negra associada a um espírito completamente diferente daquele que nos move, quase como se a coreografia que foi feita fosse para agradar às ditas personagens e não aos jogadores da Mágica Briosa. Isto aliado ao cenário que se vive nos jogos em casa em pleno sector da Mancha é motivo mais que suficiente para uma prolongada reflexão. De facto, parece evidente que ir ao futebol se transformou num evento social algo concorrido neste futebol moderno que temos e nós permitimos que isso invadisse o único pedaço de bancada onde é essencial essa forma de pensar não existir: o nosso! E acreditem que não é algo passageiro porque se o grupo entrar em decadência acentuada só uma reciclagem forçada ou uma descida de divisão nos voltará a trazer o verdadeiro espírito que ainda existe nos jogos fora. Todos nós temos o dever de ajudar a melhorar a situação por isso fica o apelo para todos juntos mostrarmos quem manda no nosso sector e a melhor forma de o fazer é sem dúvida fazendo o que sabemos melhor: cantar, gritar, bater palmas e sofrer UNIDOS!

17 setembro 2006

Mágica Briosa - Belenenses

Mais uma vez a nossa Académica não conseguiu segurar a vantagem e acabou por conseguir apenas mais um empate, o segundo da época. É verdade que as expectativas não estão a ser correspondidas mas dada a quantidade de jogadores novos é natural que os resultados não apareçam logo nos primeiros jogos e como até já estamos habituados a sofrer vamos ter que ter mais paciência. Na bancada a Mancha esteve a um nível razoável para um jogo em casa, ou seja, em bom número mas sem a união e a garra que existe nos jogos fora. Talvez fosse precisa uma "reciclagem" no nosso sector para o apoio à equipa passar a ser mais concentrado e mais forte. De qualquer maneira esteve tudo a puxar por ela durante os 90 minutos como é nosso timbre.

15 setembro 2006

From Sweden

Victoria Silvstedt, Miss Suécia aos 18 anos e Playmate do ano aos 21, é um belo exemplo dos encantos que os países nórdicos, neste caso a Suécia, têm para oferecer. Podem comprovar isso mesmo no sítio oficial da modelo.

Passando das curvas da modelo para as curvas do futebol, é (não tão) interessante observar um pouco do movimento ultra sueco. Apesar de ser o hóquei no gelo o desporto favorito dos escandinavos, verifica-se que as famílias vão ao futebol e, mais que isso, ainda participam activamente na festa. Não vale a pena estar a fazer comparações com a nossa realidade, mas basta pensar que se trata de um país com um clima rigoroso, com estádios já com alguns anos e com uma cultura pouco dada a paixões futebolísticas para facilmente chegarmos à conclusão que os vídeos seguintes são uma surpresa pela positiva. O clube é o Hammarby Idrottsförening de Estocolmo, fundado em 1897, e conta com o apoio dos Hammarby Ultras, que parecem ter uma acentuada influência britânica a nível de cânticos mas não dispensam as bandeiras, estandartes e até tochas mais ao estilo italiano. Mais informações sobre este grupo ultra podem ser deixadas em comentário.






11 setembro 2006

Mágica Briosa - Naval

Tal como o Professor Manuel Machado já tinha antecipado, a paragem da Liga não foi nada benéfica para a nossa Briosa. O jogo começou com muita garra na bancada com o sector praticamente cheio e, mesmo não jogando bem, a equipa estava a corresponder. Fomos para intervalo a ganhar através de um golo de livre apontado pelo Lino. Infelizmente, os nossos rapazes quebraram fisicamente na segunda parte e o jogo deu uma reviravolta em apenas 3 minutos, quando já jogávamos contra 10. Até ao fim o pessoal continuou a puxar por ela mas acabou por desmoralizar nos minutos finais ao ver que o resultado estava feito. Ainda assim a Mancha esteve em bom nível, tendo em conta que para muitos foi o primeiro jogo da época e que por isso ainda não sabem bem os cânticos novos. Segue-se o Belenenses (?) já no próximo domingo.

05 setembro 2006

Site online

O site do núcleo já está online, embora ainda com algumas secções por concluir. Para além de servir de repositório de fotos, cânticos em mp3 e vídeos, terá ainda informações actualizadas ao longo da época. Visitem em mn85polo2.com.