23 outubro 2006

As próximas deslocações



















Analisando o calendário da nossa Briosa podemos ver que até ao final da primeira volta (e até ao Natal) temos somente mais 4 viagens: Leiria, Dragão, Braga e Alvalade. Todas as deslocações são importantes e os verdadeiros adeptos vão a todas com igual interesse mas habitualmente estas são das mais participadas e por isso é de esperar uma boa mobilização para estes jogos, apesar de esta época termos menos gente a ir fora. De qualquer maneira, independentemente do número temos que espalhar esta fé (como diz um cântico recente) e apoiar com muita atitude para que se transmita toda a nossa força para o relvado e os nossos rapazes sintam em campo ainda mais empenho e determinação. Já sabem que qualquer contacto pode ser feito através do mail info@mn85polo2.com por isso usem-no para reserva de bilhetes e inscrição nas viagens.

22 outubro 2006

Mágica Briosa - Desportivo das Aves



















Finalmente! Ao 7º jogo aí está a nossa primeira vitória, obtida debaixo de chuva e com pouco público nas bancadas. Mais uma vez a nossa Briosa entrou bem no jogo e conseguiu ganhar vantagem logo aos 4 minutos mas desta vez, apresentando solidez a meio campo, não perdeu o controlo e conseguiu ampliar e segurar a vantagem até ao final. É interessante verificar que, à excepção do primeiro jogo da época em Setúbal, temos marcado sempre um golo nas primeiras partes dos jogos e normalmente logo nos primeiros minutos. Marcámos ao Belenenses aos 11 minutos, ao Nacional aos 10 minutos e ao Aves aos 4 minutos o que é um indicador de que tentamos resolver os jogos cedo. Também em todos os jogos à excepção do primeiro, conseguimos estar em vantagem no marcador por isso temos razões para acreditar que, com mais algum entrosamento, vamos acabar por fazer uma boa época mas é preciso não esquecer que temos que apoiar com muita força para os resultados irem aparecendo.
Voltando ao jogo, na bancada parecia um jogo fora com pouca gente e todos juntos em cima para não apanhar chuva. Parecia mas não era e a prova disso foi o apoio dado que não foi constante como nos jogos fora. Talvez o tempo estivesse a desmotivar muita gente para cantar, tal como desmotivou outros a vir ao estádio. Apesar disso, pegou bem mais um cântico novo e quem quis cantar e apoiar acabou por fazer a festa. Nota bastante positiva para a Força Avense que esteve todo o jogo na parte de baixo da bancada à chuva com o pessoal todo junto e sempre a apoiar a sua equipa. Sem dúvida um exemplo de união.

18 outubro 2006

O estilo Casual























A origem do estilo conhecido como "casual" remonta ao final da década de 70 e caracteriza-se basicamente pelo uso de roupa cara de estilo europeu. O seu aparecimento deu-se em Inglaterra quando os adeptos das equipas inglesas, nomeadamente do Liverpool e do Everton, regressavam de viagens à Europa continental, onde iam apoiar os seus clubes em jogos das competições europeias, usando roupas italianas e francesas, frequentemente roubadas durante tumultos que os próprios tinham por hábito provocar.
Inicialmente muitos hooligans e membros de firmas usavam estas roupas com o objectivo de passarem despercebidos e assim não chamarem a atenção da polícia e se conseguirem infiltrar em grupos rivais ou conseguirem entrar em pubs onde normalmente não entrariam usando as cores da sua equipa. Nesta época, a polícia controlava apenas os adeptos skinheads que usassem botas Doc Martens por isso adeptos com outro estilo conseguiam movimentar-se com discrição. Já na década de 80, o estilo chegou a mudar quase semanalmente por ter passado a ter um enorme impacto na moda mais jovem e atingiu mesmo o pico nos últimos anos desta década, altura em que se pensou que a violência estaria erradicada desta cultura. A meio da década de 90, muitos adeptos adoptaram o estilo casual como forma de se distinguirem dos demais adeptos do seu clube. As marcas mais famosas no meio eram a Stone Island, a Aquascutum e a Burberry e as mais clássicas Lacoste e Paul and Shark. No final da década, muitos casuais optaram por uma nova mudança de marcas mais uma vez com o objectivo de se demarcarem dos demais. Actualmente, o estilo casual voltou a ganhar popularidade em parte devido à música britânica dado que em alguns videoclips os seus autores adoptaram o estilo e também devido aos filmes mais recentes sobre a cultura do futebol. Pensa-se que a marca casual mais famosa dos últimos anos seja a Stone Island.
No caso concreto da Mancha Negra, há vários elementos a adoptar este estilo, assim como em (quase) todos os outros grupos nacionais. Sobre este tema podem (e devem) ler este texto presente no Blog da VG e da autoria do JP. Podem ainda ler este artigo que apresenta a evolução do estilo em maior detalhe.

As Firmas

Uma "firma" pode definir-se como sendo um grupo organizado que apoia um determinado clube de futebol (ou de qualquer outro desporto) e que habitualmente se envolve em rixas com outros grupos idênticos. Na maioria dos casos, aos olhos da opinião pública, toda e qualquer violência no desporto é considerada como hooliganismo mas é importante notar que em alguns países a violência espontânea e não organizada foi substituída por violência provocada pelos tais grupos organizados conhecidos por firmas. Estes grupos, sempre que possível, agem longe dos estádios (ou outros recintos desportivos) para que passem despercebidos e assim a polícia não os consiga localizar. A nível político, são conhecidas algumas ligações destes grupos com movimentos de extrema direita, especialmente na Europa de Leste e do Sul, mas, no entanto, estas ligações não são generalizáveis dado que alguns outros grupos foram já associados a movimentos de esquerda e anti-racistas. Recentemente, estes grupos tiveram maior visibilidade com o filme Green Street Hooligans (ao qual corresponde a imagem que acompanha este texto). Para mais informações consultem a investigação que a BBC realizou em 2002 sobre o fenómeno, acessível por aqui.

15 outubro 2006

MN em destaque no site Ultras Spirit












A foto-montagem que se encontra na página inicial do site do núcleo P2 está agora em destaque no site Ultras Spirit, que é dedicado ao movimento ultra a nível internacional. Visitem e aproveitem também para (re)ver as fotos da Mancha que lá se encontram, assim como de outros grupos.

Paços de Ferreira - Mágica Briosa



















Mais um quase! A primeira vitória voltou a estar tão próxima e escapou-nos nos últimos minutos de jogo. Ao contrário do esperado, a Académica entrou no jogo ao ataque e quase que surpreendia logo nos primeiros minutos. Sensivelmente a meio da primeira parte a nossa Briosa chegou ao golo para delírio de todos quantos se deslocaram de Coimbra e passou-se o intervalo a acreditar na vitória, que seria a primeira da época. Contudo, fez-se sentir a pressão sobre os árbitros típica dos estádios nortenhos e o Pavlovic acabou expulso por acumulação de amarelos. Ainda assim, os nossos rapazes de preto tentaram segurar a vantagem até ao fim mas a poucos minutos do apito final uma grande penalidade deitou tudo a perder. Consentido o empate, a Académica voltou ao ataque e até ganhou uma falta para livre perigoso junto à grande área contrária no último minuto de jogo mas, para espanto de todos, o jogo acabou mesmo sem o livre ser cobrado. Por todas estas incidências da partida, houve grande contestação dos jogadores e equipa técnica da Académica junto do árbitro no recolher aos balneários, de que resultou ainda a expulsão do Lino.
Na bancada norte do Estádio da Mata Real, a Mancha deu como sempre o seu apoio durante os 90 minutos e são de realçar os dois novos cânticos que provavelmente vão pegar bem. De Coimbra partiu um autocarro carregado de fé numa vitória mas chegou apenas com um empate na bagagem. Apesar disso foi uma boa presença com atitude tanto na bancada como no relvado. A próxima deslocação será a Leiria daqui a duas semanas, onde devemos marcar presença em bom número, como em épocas anteriores, mas antes disso temos um jogo para ganhar em casa contra o Desportivo das Aves que, dadas as circunstâncias, se revela de grande importância.

06 outubro 2006

Ainda o Bessa

Muitas vezes quem está na bancada a cantar não tem bem noção do efeito que se cria (ou não) no resto do estádio e por isso pode acontecer que a nossa ideia do apoio dado ao longo do jogo não corresponda à realidade. Mas no caso da deslocação ao Bessa aqui está a prova de que nos fizemos ouvir bem.

04 outubro 2006

Mágica Briosa - Nacional

O homem pediu um mês para meter a equipa a jogar e nos primeiros minutos de jogo até se viu alguma coisa, tal como já se tinha visto no Bessa, mas mais uma vez a defesa comprometeu e o descontrolo foi total. O que o homem não pediu foi para ver lenços brancos na bancada atrás de si e 25 minutos de silêncio na bancada à sua frente. É certo que a desilusão foi grande, como já havia sido nos outros jogos, mas é injusto não dar apoio nos momentos difíceis a quem já desde o princípio da época vem alertando para as dificuldades inerentes a uma pré-época atribulada, com bastantes jogadores novos e marcada por integrações tardias no grupo e lesões. De qualquer maneira, mesmo os mais pessimistas não contariam ter apenas um ponto em nove possíveis nos jogos em casa, ainda por cima contra adversários directos, mas, como bons sofredores que somos, vamos continuar a puxar por ela para ultrapassar esta crise de resultados e quem sabe se no final deste mês não estamos já numa posição mais confortável na tabela classificativa.
Tão preocupante como a passividade em campo dos nossos jogadores foi o que se viu no sector. No início até parecia que se ia cantar com mais garra e atitude, com a VG a contagiar o seu ânimo e energia ao resto do pessoal e com o golo a ajudar à festa, mas o sol foi amolecendo as gargantas ao longo do jogo e quando sofremos o terceiro golo a grande Mancha Negra de outrora mergulhou na vulgaridade daquilo a que corriqueiramente se chama claque. Se ali estivesse um verdadeiro e genuíno grupo ULTRA como o que, por exemplo, se deslocou ao Dragão na época passada, ninguém teria parado de cantar até ao último minuto e quanto pior fosse o resultado mais alto nos ouviriam puxar por ela. É por isso que a verdadeira Mancha Negra se revela apenas nos jogos fora, onde o todo é mais que a soma das partes. Já nos jogos em casa é ao contrário, o todo é bastante menos que a soma das partes.

28 setembro 2006

Sinais dos tempos

















O futebol moderno que temos, não só em Portugal mas um pouco por todo o mundo, representa uma involução em muitos aspectos que dele fizeram o desporto mais universal alguma vez praticado. Num mundo em constante evolução, é um pouco contraditório verificar que o futebol está cada vez mais envolto em polémicas e em corrupção, sendo a nossa Liga fértil em exemplos, já que quase não há jornada em que as arbitragens não suscitem acesas discussões e suspeitas. Também o já muito falado caso Mateus promete continuar na ordem do dia, assim como o caso Apito Dourado em que recentemente foram reabertas as investigações. Lá fora o panorama não é muito melhor com o Calcio Caos a comprovar que a corrupção no futebol de facto existe e a grande escala. Até a própria FIFA vai enchendo os bolsos dos seus dirigentes à custa dos patrocinadores, aos quais interessa ter os países mais ricos em competição (podem ver a investigação a este caso por aqui e ler mais sobre o assunto por aqui). Com tudo isto, está em causa a verdade desportiva e se o dinheiro faz girar o mundo então são os adeptos a fazer girar o mundo do futebol, já que sem adeptos não haveria receitas de bilheteira, de merchandising, de direitos televisivos, de patrocínios ou de publicidade. Apesar disso os verdadeiros adeptos continuam a ser afastados dos estádios pelo preço dos bilhetes e pelas horas tardias a que são realizados os jogos.
Onde se tem verificado uma clara evolução no futebol é nas condições dos recintos desportivos. Por cá, aproveitando a boleia do Euro 2004, foram construidos ou remodelados 10 estádios o que foi sem dúvida algo positivo para os adeptos, embora no caso de 3 deles tenha sido um desperdício de dinheiro. De facto, os estádios do Algarve, de Leiria e de Aveiro já provaram não ser economicamente viáveis pelo que são os elefantes brancos das respectivas regiões. Depois, para acompanhar as condições proporcionadas por esses estádios, também outros clubes têm apostado nos últimos anos em melhorar as suas infra-estruturas desportivas. Nos outros países, os projectos que existem para novos estádios são fantásticos e merecem ser vistos, o que podem fazer por aqui.
Mas um novo sinal dos tempos surgiu esta jornada de Liga dos Campeões com a utilização inédita de um relvado sintético num jogo das competições europeias. No Estádio Luzhniki do Spartak de Moscovo (na foto) a relva sintética foi pela primeira vez autorizada pela UEFA e já em 2008 há a possibilidade de todos os jogos do Europeu a realizar na Áustria e na Suiça serem realizados num relvado artifical. A intenção é proporcionar a todas as equipas um terreno idêntico, sem relva em mau estado ou com buracos. Provavelmente o jogo tornar-se-à mais prevísivel dado que a bola deixa de sofrer aqueles desvios estranhos ao tocar num buraco ou num pedaço de relva mais levantado mas torna-se também mais rápido uma vez que com este tipo de relva a bola ganha mais velocidade. Como se pode ver por aqui, há empresas empenhadas no desenvolvimento deste tipo de relvados por isso será uma questão de tempo até o cheiro da relva desaparecer dos nossos estádios. O futebol sem dúvida que se vai descaracterizando e contra isso parece não haver nada a fazer mas fossem todos os jogos ao domingo à tarde e os preços acessíveis e já tudo o resto pareceriam pormenores.

ULTRAS CONTRA O FUTEBOL MODERNO!

25 setembro 2006

Boavista - Mágica Briosa

Mais uma vez a Mancha esteve em grande em jogos fora e tratando-se do Estádio do Bessa ainda melhor devido à sua excelente acústica. Apesar do mau tempo e da hora do jogo, estivemos em bom número e com uma presença bastante boa. Durante os 90 minutos foi sempre a puxar por ela e só foi pena não termos trazido a vitória que esteve tão próxima. Parece que o verdadeiro espírito da Mancha Negra apenas se revela nos jogos fora já que nos jogos em casa não há tanta atitude e união. Fora de Coimbra vamos sempre com a pica toda para honrar a Académica e a Mancha Negra mas no nosso próprio estádio é o que se tem visto. Porque será?