Vivemos mesmo numa realidade quase que ridícula se comparada com outros países. Por cá a esmagadora maioria dos adeptos apoia um dos três pseudo-grandes e a equipa da terra fica sempre para segundo plano, na melhor das hipóteses. Compare-se então a nossa realidade com a realidade de um simples clube da Série C2-B italiana. O Giugliano Calcio SS, fundado em 1928, representa as cores de uma pequena cidade da província de Nápoles (mais informações por aqui) e pelo que se pode ver dos seus adeptos, envergonhariam muitas massas associativas de clubes da nossa primeira liga. É uma questão de cultura e principalmente de mentalidade.
10 janeiro 2007
Sem palavras
Este vídeo retrata o ambiente vivido em pleno Olímpico de Roma instantes antes do início do jogo decisivo da Taça Uefa de 1991, entre o Inter e a Roma. A atribuição da Taça era então a duas mãos e o Inter havia ganho o primeiro jogo, no seu estádio, por 2-0. Assim, a Roma tinha que arriscar tudo e contava com o forte apoio dos seus adeptos para tentar dar a volta ao resultado desfavorável da primeira mão. Imagine-se uma taça europeia a ser discutida entre dois clubes italianos historicamente rivais, ainda por cima a duas mãos, com jogos em Milão e em Roma. Só dá mesmo para imaginar porque só tendo estado lá se poderia sentir toda aquela atmosfera indescritível. A Roma ganhou este jogo mas apenas por 1-0, tendo assim a Taça ido para o Inter. Nota ainda para o facto de duas equipas portuguesas terem sido eliminadas por ambos os finalistas. A Roma eliminou o Benfica logo na primeira eliminatória e o Inter deixou pelo caminho o Sporting nas meias-finais.
09 janeiro 2007
Mais um histórico

Nesta edição da Taça de Portugal vai-se jogar mais um clássico entre dois clubes históricos e cheios de tradição do futebol português. Depois do Vitória de Setúbal, é agora o Leixões que surge no caminho da Académica. Também com uma Taça de Portugal no palmarés, o Leixões tudo fará para continuar em prova e também o ambiente no Estádio do Mar se adivinha difícil devido aos fiéis adeptos leixonenses que estarão a apoiar a sua equipa. Não será então um jogo fácil para a nossa Briosa por isso, no próximo dia 21, temos que ir em força puxar por ela porque só assim poderemos continuar a perseguir o nosso sonho.
A foto é da final da Taça de Portugal de 1969, que perdemos por 2-1 contra o Benfica. Um golpe duro no orgulho académico, principalmente depois de dois anos antes, em 1967, a termos perdido contra o Vitória de Setúbal (3-2) e de, em 1951, a Taça ter ido também para o Benfica, que venceu a nossa Briosa por números expressivos (5-1). Mas, para equilibrar as contas, a primeira Taça de Portugal, a mais nostálgica, a de 1939, veio para Coimbra, conquistada ao Benfica por 4-3. Para chegar a essa final, a nossa Académica derrotou o Sporting e o Benfica deixou o Porto também pelo caminho. As eliminatórias eram a duas mãos por isso só podiam ser dois jogos de muitos nervos e muita emoção. Na época anterior a Briosa havia perdido com o Benfica nas meias-finais, pelo que as rivalidades com os clubes de Lisboa deviam estar mesmo ao rubro. A propósito, é também uma pena que se tenha perdido a tradição de, nas deslocações a Lisboa, levar um fardo de palha para o cavalo da estátua de D. José I no Terreiro do Paço. Deviam ser momentos únicos. Porque não recuperar essa tradição? Seria uma boa desculpa para algum pessoal que andava atrás dela em plenos anos 80 voltar e sentir que passados tantos anos o sentimento ainda perdura.
E em 39, quando venceste aquela taça, senti que eras tu... nossa Briooosa!!
A foto é da final da Taça de Portugal de 1969, que perdemos por 2-1 contra o Benfica. Um golpe duro no orgulho académico, principalmente depois de dois anos antes, em 1967, a termos perdido contra o Vitória de Setúbal (3-2) e de, em 1951, a Taça ter ido também para o Benfica, que venceu a nossa Briosa por números expressivos (5-1). Mas, para equilibrar as contas, a primeira Taça de Portugal, a mais nostálgica, a de 1939, veio para Coimbra, conquistada ao Benfica por 4-3. Para chegar a essa final, a nossa Académica derrotou o Sporting e o Benfica deixou o Porto também pelo caminho. As eliminatórias eram a duas mãos por isso só podiam ser dois jogos de muitos nervos e muita emoção. Na época anterior a Briosa havia perdido com o Benfica nas meias-finais, pelo que as rivalidades com os clubes de Lisboa deviam estar mesmo ao rubro. A propósito, é também uma pena que se tenha perdido a tradição de, nas deslocações a Lisboa, levar um fardo de palha para o cavalo da estátua de D. José I no Terreiro do Paço. Deviam ser momentos únicos. Porque não recuperar essa tradição? Seria uma boa desculpa para algum pessoal que andava atrás dela em plenos anos 80 voltar e sentir que passados tantos anos o sentimento ainda perdura.
E em 39, quando venceste aquela taça, senti que eras tu... nossa Briooosa!!
07 janeiro 2007
Mágica Briosa - Vitória de Setúbal
Rumo ao sonho de voltar ao Jamor, a nossa Briosa conseguiu ultrapassar um adversário sempre difícil num jogo sem grandes motivos de interesse, em que nem os golos ajudaram ao espectáculo. Nos primeiros minutos, a nossa defesa de três centrais demorou algum tempo a entender-se e permitiu algumas ocasiões de golo à equipa sadina, felizmente não concretizadas com sucesso. Os golos da Académica acabaram por resultar de lances fortuitos, o primeiro de um choque entre o guarda-redes e o defesa, com a bola a sobrar para o Gyano que só teve de empurrar para as redes, e o segundo de uma falha flagrante de um dos defesas, proporcionando novamente o golo ao Gyano. Mas, para não variar, lá sofremos mais um golo de bola parada já nos momentos finais do jogo. Parece que nem a jogar com três centrais acertamos com as marcações na zona defensiva. De qualquer maneira a vitória estava assegurada e assim podemos continuar a sonhar com a presença no Jamor. O próximo adversário é uma incógnita, havendo no entanto a certeza de que não será o outro Vitória, que seria talvez o mais desejado. Adeus, até um dia...
Fora das quatro linhas, notas negativas para os preços dos bilhetes que certamente afastaram muita gente e ainda para a forma como a sua venda se processou, com filas enormes e poucas pessoas no atendimento. No sector da Mancha, também não foram muitos os que apareceram para puxar por ela e também por isso o apoio não foi constante ao longo de todo o jogo mas foi no entanto suficiente para empurrar a equipa para a vitória. No próximo jogo estará certamente muito mais gente, tanto no nosso sector como no resto do estádio, o que é sempre de lamentar dado ser evidente que muitos sócios apenas se dão ao trabalho de marcar presença quando é para ver o (outro) clube do coração. Já se sabe que na Mancha somos 100% Briosa e por isso o sector é inteiramente preto e branco mas infelizmente não acontece o mesmo nas bancadas dos sócios. É no mínimo caricato um adepto entrar num estádio com cartão de sócio da equipa da casa e ir assumidamente apoiar a equipa visitante. Infelizmente é a realidade que temos.
Fora das quatro linhas, notas negativas para os preços dos bilhetes que certamente afastaram muita gente e ainda para a forma como a sua venda se processou, com filas enormes e poucas pessoas no atendimento. No sector da Mancha, também não foram muitos os que apareceram para puxar por ela e também por isso o apoio não foi constante ao longo de todo o jogo mas foi no entanto suficiente para empurrar a equipa para a vitória. No próximo jogo estará certamente muito mais gente, tanto no nosso sector como no resto do estádio, o que é sempre de lamentar dado ser evidente que muitos sócios apenas se dão ao trabalho de marcar presença quando é para ver o (outro) clube do coração. Já se sabe que na Mancha somos 100% Briosa e por isso o sector é inteiramente preto e branco mas infelizmente não acontece o mesmo nas bancadas dos sócios. É no mínimo caricato um adepto entrar num estádio com cartão de sócio da equipa da casa e ir assumidamente apoiar a equipa visitante. Infelizmente é a realidade que temos.
03 janeiro 2007
Novo ano, nova atitude?

No fundo tudo se resume a paixão. Paixão pela Mágica Briosa, paixão pelo movimento ultra, paixão pelos momentos de loucura na bancada, paixão até quanto estamos a perder por muitos e continuamos a cantar. Enfim, são as emoções a controlar-nos e a mover-nos. Mas, de tempos a tempos, também temos que apelar à razão e parar para pensar. Só deste modo nos conseguimos abstrair das emoções e chegar a conclusões minimamente imparciais e válidas. Assim, tal como os finais das épocas desportivas são sempre tempos de balanço para as equipas, adeptos e até para a indústria que envolve o desporto, também os finais de ano representam sempre momentos de introspecção e de reflexão para o novo ano. E provavelmente como resultado dessa reflexão, temos algumas manifestações de indecisão e hesitação em continuar a apoiar a Mágica Briosa no seio da Mancha Negra. É por isso motivo de preocupação para todos nós o estado actual do grupo e o que queremos para o futuro.
Sobre o estado actual, basta dizer que devia existir mais amor pela Académica porque com isso tudo o resto surgiria naturalmente. Se a Briosa e a própria Mancha Negra já tiveram o condão de ter tantos seguidores e apoiantes incondicionais em tempos não muito remotos, é caso para perguntar onde estão eles agora? Agarrados à SportTV e à RUC? Porque não no estádio a apoiar activamente como antes faziam? E mesmo dos que (ainda) vão aos jogos, quantos chegam roucos a casa? É já uma tecla muito batida dizer que é uma questão de atitude mas ainda assim fica o apelo à reflexão. Como seria se todos tivessem vergonha de cantar? Como seria se ninguém quisesse estar com o trabalho de agitar as bandeiras? Como seria se ninguém quisesse ter as bandeiras no ar com receio de não ver algum momento importante do jogo? Como seria se ninguém quisesse sair de casa em dias de chuva para apoiar a nossa Briosa? Como seria se ninguém se importasse? As respostas todos já as sabem mas poucos lhes respondem com atitude positiva.
Em relação ao futuro, mais do que apontar este ou aquele jogo em que se apoiou menos ou este ou aquele comportamento que consideramos menos correcto, há que pensar em tomar medidas de fundo, tendo em vista os próximos anos. Algumas delas estão a ser pensadas pela direcção mas o ideal é de alguma forma abrir o debate para que todos participem nas decisões importantes. Nesse sentido, talvez tenha chegado o momento de implementar um mecanismo de eleição directa da direcção pelos sócios, o qual certamente traria para a Mancha espaço para novas ideias e para novas formas de pensar e de estar. Mais importante ainda, a direcção teria muito mais legitimidade para tomar todas as decisões, sem precisar de ter a sombra da Velha Guarda. Não seria certamente uma solução mágica para os problemas da Mancha mas seria um meio de facilitar o trabalho ao longo da época e de aproximar todos os sócios da direcção, proporcionando assim uma maior união. Claro que teriam que ser pensadas regras, tais como garantir aos elementos da Velha Guarda e a outros com mais anos de sócio um maior peso em número de votos ou ainda proibir campanhas de apelo ao voto que só iriam contribuir para criar divisões. Ideias certamente não faltarão por aí por isso há que as analisar e assim contribuir para uma Mancha Negra cada vez mais forte.
Sobre o estado actual, basta dizer que devia existir mais amor pela Académica porque com isso tudo o resto surgiria naturalmente. Se a Briosa e a própria Mancha Negra já tiveram o condão de ter tantos seguidores e apoiantes incondicionais em tempos não muito remotos, é caso para perguntar onde estão eles agora? Agarrados à SportTV e à RUC? Porque não no estádio a apoiar activamente como antes faziam? E mesmo dos que (ainda) vão aos jogos, quantos chegam roucos a casa? É já uma tecla muito batida dizer que é uma questão de atitude mas ainda assim fica o apelo à reflexão. Como seria se todos tivessem vergonha de cantar? Como seria se ninguém quisesse estar com o trabalho de agitar as bandeiras? Como seria se ninguém quisesse ter as bandeiras no ar com receio de não ver algum momento importante do jogo? Como seria se ninguém quisesse sair de casa em dias de chuva para apoiar a nossa Briosa? Como seria se ninguém se importasse? As respostas todos já as sabem mas poucos lhes respondem com atitude positiva.
Em relação ao futuro, mais do que apontar este ou aquele jogo em que se apoiou menos ou este ou aquele comportamento que consideramos menos correcto, há que pensar em tomar medidas de fundo, tendo em vista os próximos anos. Algumas delas estão a ser pensadas pela direcção mas o ideal é de alguma forma abrir o debate para que todos participem nas decisões importantes. Nesse sentido, talvez tenha chegado o momento de implementar um mecanismo de eleição directa da direcção pelos sócios, o qual certamente traria para a Mancha espaço para novas ideias e para novas formas de pensar e de estar. Mais importante ainda, a direcção teria muito mais legitimidade para tomar todas as decisões, sem precisar de ter a sombra da Velha Guarda. Não seria certamente uma solução mágica para os problemas da Mancha mas seria um meio de facilitar o trabalho ao longo da época e de aproximar todos os sócios da direcção, proporcionando assim uma maior união. Claro que teriam que ser pensadas regras, tais como garantir aos elementos da Velha Guarda e a outros com mais anos de sócio um maior peso em número de votos ou ainda proibir campanhas de apelo ao voto que só iriam contribuir para criar divisões. Ideias certamente não faltarão por aí por isso há que as analisar e assim contribuir para uma Mancha Negra cada vez mais forte.
Um início de ano atribulado

Em relação à nossa Académica, muito se tem discutido tanto em torno da qualidade da equipa como do polémico processo judicial que envolve o presidente da Instituição e muitas vezes misturam-se erradamente essas duas questões. A equipa técnica e os jogadores têm vindo a desenvolver um bom trabalho, proporcionando espectáculos acima da média para a liga portuguesa mas nem sempre com os resultados desejados. Apesar disso há que dar tranquilidade e confiança ao grupo de trabalho porque só assim os bons resultados irão aparecer. Também a relação dos jogadores com os adeptos parece atravessar uma boa fase embora não seja ainda a ideal, faltando claramente mais atitude no apoio à equipa. No entanto, os jogadores, muitos deles recém-chegados, sabem reconhecer o esforço dos adeptos em acompanhar e incentivar a equipa e o seu empenho nos jogos e o facto de virem agradecer o apoio ao sector da Mancha, seja em casa seja fora, são as melhores provas dessa empatia. Num campo completamente distinto, temos então o Presidente José Eduardo Simões a ter que responder num processo judicial que ainda vai fazer correr muita tinta. Sobre esta questão, não vale a pena estar a especular como avidamente tem sido feito por muitos (pseudo-)académicos. Confiando-se ou não na justiça, serão os tribunais a pronunciar-se em devido tempo por isso todas e quaisquer especulações sobre este caso apenas servem interesses que visam desestabilizar a Instituição, o que os verdadeiros académicos certamente não desejam, pelo que é nestas fases menos boas que se revelam certos interesses ocultos. A única questão que poderia ser levantada é a da suspensão de mandato que, a bem da Instituição, devia ter sido aceite pelo Presidente da Assembleia Geral Dr. Almeida Santos. Dado que isso não aconteceu até ao momento, resta aos sócios respeitar os poderes dos órgãos democraticamente eleitos e serenamente aguardar pelas próximas eleições para manifestar o seu sentido de voto.
24 dezembro 2006
Divagações de Natal

Sábado à noite, véspera da noite de natal, muito frio lá fora, lareira acesa e um concerto do grande Tony Carreira na televisão. Tudo reunido portanto para uns bons momentos de nostalgia. Dizia o grande Tony, agradecendo às suas muitas fãs, que era dos poucos artistas a ter o privilégio de pisar aquele palco (do Pavilhão Atlântico) e realmente poucos há a consegui-lo. Além disso, o ambiente intimista com o público maioritariamente feminino e de várias faixas etárias é a melhor prova de reconhecimento do seu trabalho. Isto para dizer que, tal como o futebol, a música é um fenómeno de massas e o futuro será de quem melhor souber cultivar essa paixão. Por exemplo, neste caso a relação próxima que se cria entre o próprio Tony Carreira e as suas inúmeras fãs leva a que essa ligação seja cada vez mais forte e duradoura. Fazendo a transposição para o futebol, o espírito de grupo seria tanto mais forte quanto maior fosse a proximidade com os adeptos. Infelizmente, hoje em dia a maioria dos jogadores serve-se das respectivas equipas única e exclusivamente para se promoverem e assim conseguirem dar o salto para outras equipas que lhes paguem melhor. Esquecida fica sempre a relação com os adeptos que, com esta mudança de mentalidades, tiveram que se adaptar à nova realidade, passando a apoiar cegamente apenas a camisola e a ignorar a pessoa, a sua personalidade e os seus valores. Pode ser que a anunciada limitação de ordenados dos jogadores ajude a recuperar esse tal amor pela camisola de outros tempos mas será difícil dado que essa limitação estará sempre relacionada com as receitas do clube.
Na nossa Académica, é recorrente os jogadores virem dizer que gostam muito das pessoas com quem trabalham, da cidade e dos adeptos mas quando chega a hora de fazer opções é o dinheiro que fala mais alto. Será assim tão utópico ter uma equipa com jogadores que joguem por amor à camisola e não apenas à sua conta bancária? A resposta a esta questão leva a uma solução talvez ingénua mas apaixonada: apostar na formação! Uma formação que transmita valores e princípios. Uma formação centrada no orgulho em pertencer a esta Instituição. Uma formação completa! Se um jogador, antes de o ser, tiver competências para ter outras opções para seguir a sua vida, não embarcará tão facilmente em aventuras que obrigam a mudar toda a sua vida e da sua família e acaba por se entregar mais ao símbolo que representa. Se por outro lado, não tiver outro modo de vida além do futebol, vai preferir correr o risco e aventurar-se noutros meios com o objectivo de conseguir uma base de vida nos poucos anos em que pode jogar futebol ao mais alto nível. Apesar de isto não ser novidade para ninguém, a maioria dos clubes prefere apostar numa formação centrada unicamente na vertente do futebol, tendo como único objectivo tirar dividendos dos jogadores formados, vendendo-os a outros clubes. Ou seja, são os próprios dirigentes a corromper as mentalidades dos jovens jogadores que assim aprendem desde cedo que é o dinheiro que faz girar o mundo do futebol. Ao comum adepto resta apoiar o símbolo do seu coração e ir aplaudindo sempre que os jogadores vêm agradecer o apoio, que é o mínimo que podem e devem fazer.
Em Janeiro voltamos ao calor da bancada no apoio à Mágica Briosa. Até lá, votos de muito calor humano e de Boas Festas a todos os sócios e amigos da Mancha Negra e a todos os sócios e simpatizantes da Académica.
Na nossa Académica, é recorrente os jogadores virem dizer que gostam muito das pessoas com quem trabalham, da cidade e dos adeptos mas quando chega a hora de fazer opções é o dinheiro que fala mais alto. Será assim tão utópico ter uma equipa com jogadores que joguem por amor à camisola e não apenas à sua conta bancária? A resposta a esta questão leva a uma solução talvez ingénua mas apaixonada: apostar na formação! Uma formação que transmita valores e princípios. Uma formação centrada no orgulho em pertencer a esta Instituição. Uma formação completa! Se um jogador, antes de o ser, tiver competências para ter outras opções para seguir a sua vida, não embarcará tão facilmente em aventuras que obrigam a mudar toda a sua vida e da sua família e acaba por se entregar mais ao símbolo que representa. Se por outro lado, não tiver outro modo de vida além do futebol, vai preferir correr o risco e aventurar-se noutros meios com o objectivo de conseguir uma base de vida nos poucos anos em que pode jogar futebol ao mais alto nível. Apesar de isto não ser novidade para ninguém, a maioria dos clubes prefere apostar numa formação centrada unicamente na vertente do futebol, tendo como único objectivo tirar dividendos dos jogadores formados, vendendo-os a outros clubes. Ou seja, são os próprios dirigentes a corromper as mentalidades dos jovens jogadores que assim aprendem desde cedo que é o dinheiro que faz girar o mundo do futebol. Ao comum adepto resta apoiar o símbolo do seu coração e ir aplaudindo sempre que os jogadores vêm agradecer o apoio, que é o mínimo que podem e devem fazer.
Em Janeiro voltamos ao calor da bancada no apoio à Mágica Briosa. Até lá, votos de muito calor humano e de Boas Festas a todos os sócios e amigos da Mancha Negra e a todos os sócios e simpatizantes da Académica.
17 dezembro 2006
Sporting - Mágica Briosa

Mais uma viagem de terror ao bom estilo da Mancha Negra que terminou sem pontos na bagagem e nem os chocolates oferecidos pelas meninas da Milka serviram de consolo. A nossa ineficácia ofensiva voltou a custar-nos pontos e por isso a classificação não é muito animadora mas a qualidade de jogo que a Mágica Briosa apresentou na segunda parte e que de resto tem vindo a apresentar em jogos anteriores faz-nos acreditar num novo ano com melhores resultados. Melhorando a linha avançada, na segunda volta temos condições para conquistar o dobro dos pontos dos que contamos até ao momento, pelo que esperamos que a manutenção seja bem mais fácil de conseguir que nas épocas anteriores. A primeira metade da tabela poderá até ser uma realidade mas vamos esperar (ou melhor, apoiar) para ver.
Na bancada, a Mancha esteve aquém do habitual devido a diversas razões, além do resultado. Primeiro que tudo, não foi permitida a entrada do megafone, o que condicionou desde logo a nossa prestação vocal. Depois, também a nossa disposição no sector, em linha nas primeiras filas, não ajudou a colmatar a falta do megafone e os cânticos acabavam por se perder à medida que o pessoal ia ficando descoordenado. Por último, o clima de tensão que se criou logo no início do jogo devido à dimensão das bandeiras, que não permitia aos restantes adeptos colocados mais acima no sector ver o jogo em perfeitas condições. Se por um lado é legítimo esses adeptos quererem ver bem o jogo, até porque não tinham outros lugares disponíveis, por outro também devia haver mais compreensão porque as bandeiras estão lá para representar as nossas cores e o nosso apoio. O ideal seria ter as bandeiras na parte de cima do sector para não estarem à frente de ninguém mas, como isso não era possível, a única solução foi ir usando as bandeiras de forma controlada nos momentos mortos do jogo. Situações idênticas já se passaram no nosso estádio mas certamente que todos gostam de ver as bandeiras no ar por isso deve haver algum bom-senso em não as usar em momentos importantes do jogo e por outro lado deve haver alguma compreensão da parte de quem não estiver a conseguir ver o jogo nas melhores condições. No meio disto tudo, ingrato é sempre o papel de quem está a agitar as bandeiras, obviamente com as melhores intenções, e que acaba por ser alvo de críticas injustas dos companheiros de bancada.
Com todas estas condicionantes, os picos vocais acabaram por ser o início do jogo e os primeiros vinte minutos da segunda parte. Depois, com o aproximar do final do jogo, o pessoal desanimou e limitou-se a sofrer ao ver as oportunidades desperdiçadas pela nossa Académica. Outro ponto menos positivo foi termos repetido muito os cânticos mas a isso não será também estranha a falta do megafone. Nota ainda para a coreografia da TorVer no início do jogo e para o sistema de som dos Divertidos XXI, com 5 altifalantes no espaço de poucos metros, o que lhes garante não passarem despercebidos, nem que seja pela negativa.
Para concluir, é de aplaudir o número de Lusas nesta e noutras viagens. São já uma presença constante e têm o grande mérito de irem sendo cada vez mais, principalmente numa fase menos boa da Mancha e das claques em geral, em que aparece pouca gente para as viagens. Nesta época natalícia, para não serem só os adeptos da casa a fazer a festa, foram elas as nossas renas e ajudaram a colorir o sector. Continuem a tornar a curva mais bela.
Na bancada, a Mancha esteve aquém do habitual devido a diversas razões, além do resultado. Primeiro que tudo, não foi permitida a entrada do megafone, o que condicionou desde logo a nossa prestação vocal. Depois, também a nossa disposição no sector, em linha nas primeiras filas, não ajudou a colmatar a falta do megafone e os cânticos acabavam por se perder à medida que o pessoal ia ficando descoordenado. Por último, o clima de tensão que se criou logo no início do jogo devido à dimensão das bandeiras, que não permitia aos restantes adeptos colocados mais acima no sector ver o jogo em perfeitas condições. Se por um lado é legítimo esses adeptos quererem ver bem o jogo, até porque não tinham outros lugares disponíveis, por outro também devia haver mais compreensão porque as bandeiras estão lá para representar as nossas cores e o nosso apoio. O ideal seria ter as bandeiras na parte de cima do sector para não estarem à frente de ninguém mas, como isso não era possível, a única solução foi ir usando as bandeiras de forma controlada nos momentos mortos do jogo. Situações idênticas já se passaram no nosso estádio mas certamente que todos gostam de ver as bandeiras no ar por isso deve haver algum bom-senso em não as usar em momentos importantes do jogo e por outro lado deve haver alguma compreensão da parte de quem não estiver a conseguir ver o jogo nas melhores condições. No meio disto tudo, ingrato é sempre o papel de quem está a agitar as bandeiras, obviamente com as melhores intenções, e que acaba por ser alvo de críticas injustas dos companheiros de bancada.
Com todas estas condicionantes, os picos vocais acabaram por ser o início do jogo e os primeiros vinte minutos da segunda parte. Depois, com o aproximar do final do jogo, o pessoal desanimou e limitou-se a sofrer ao ver as oportunidades desperdiçadas pela nossa Académica. Outro ponto menos positivo foi termos repetido muito os cânticos mas a isso não será também estranha a falta do megafone. Nota ainda para a coreografia da TorVer no início do jogo e para o sistema de som dos Divertidos XXI, com 5 altifalantes no espaço de poucos metros, o que lhes garante não passarem despercebidos, nem que seja pela negativa.
Para concluir, é de aplaudir o número de Lusas nesta e noutras viagens. São já uma presença constante e têm o grande mérito de irem sendo cada vez mais, principalmente numa fase menos boa da Mancha e das claques em geral, em que aparece pouca gente para as viagens. Nesta época natalícia, para não serem só os adeptos da casa a fazer a festa, foram elas as nossas renas e ajudaram a colorir o sector. Continuem a tornar a curva mais bela.

10 dezembro 2006
Mágica Briosa - Marítimo

Foi bonito de ver todos a acreditarem no empate, tanto no relvado como na bancada. Pelo que se viu dentro das quatro linhas ao longo do jogo, o resultado era claramente injusto e ainda por cima o árbitro fez questão de ir agravando essa injustiça, o que levou a uns 10 minutos finais de total entrega de todos para tentar que o marcador reflectisse a verdade do jogo. Não foi possível mas ficou o sentimento de não ter atirado a toalha ao chão e de se ter tentado tudo para pelo menos empatar. Nesses minutos finais as emoções estavam de tal maneira ao rubro que os cânticos já nem pegavam por serem constantemente interrompidos, ora por ACADÉMICA's, ora por assobios ao árbitro, ora por gritos de frustração por a bola não ter entrado, ora ainda por aplausos ao esforço dos jogadores. Esta equipa de facto começa a fazer-nos acreditar em bons resultados e por isso será uma segunda volta de muita fé. Nota positiva ainda para os dois jogadores que, em prova de reconhecimento, no final vieram oferecer as respectivas camisolas, atitude que deve servir de incentivo a todos nós para continuar a apoiar. Próximo jogo em alvalade para repetir o resultado da época passada.
07 dezembro 2006
Irriducibili

Um dos grupos de apoio à Lazio são os "Irriducibili", grandes rivais dos "Boys Roma Ultras". Formaram-se em meados dos anos 80, num período de transição no movimento ultra italiano em que apareceram grupos pequenos que tentavam recuperar a mentalidade dos grupos maiores, criados 10-15 anos antes e que pareciam estar a entrar em decadência. Desta vaga de novos grupos, os "Irriducibili" acabaram por ser os de maior sucesso e longevidade. A sua primeira aparição deu-se em Outubro de 1987 na série B italiana e o seu nome exprime a firmeza em se manterem diferentes em relação ao que se tornou normal na curva norte. Desde logo a sua única faixa de 10 metros, sem outras de núcleos ou grupos, transmite que todos estão representados e formam um só grupo.
Depois, também nas deslocações se demarcam dos "Eagles" dado que preferem viajar de comboio, fazendo (sempre que possível) um cortejo compacto até ao estádio. Outras diferenças são perceptíveis ao ler as interessantes descrições de cada época que formam uma boa resenha histórica do grupo e que estão disponíveis no sítio oficial acessível por aqui.
Depois, também nas deslocações se demarcam dos "Eagles" dado que preferem viajar de comboio, fazendo (sempre que possível) um cortejo compacto até ao estádio. Outras diferenças são perceptíveis ao ler as interessantes descrições de cada época que formam uma boa resenha histórica do grupo e que estão disponíveis no sítio oficial acessível por aqui.
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