27 março 2007

Pérolas do Lis

Parece que o pessoal de Leiria anda cheio de bom humor e prova disso é esta pérola que se pode ler em uniaodeleiria.blogspot.com:
"No que ao apoio diz respeito, o uniaodeleiria.blogspot.com, pode desde já garantir a presença de cerca de 1500 adeptos da União de Leiria, que se deslocarão em 20 autocarros e muitas viaturas particulares e que juntos torcerão por mais uma vitória da nossa União!!!"
A única explicação para os tais 1500 adeptos se deslocarem a Coimbra seria virem em visita turística à nossa bela Lusa Atenas mas se muitas vezes nem no próprio estádio atingem esse número como esperam trazer tanta gente a um jogo fora? Ainda assim, muito nos honra tamanho optimismo e agradecemos a boa-disposição com que nos brindaram.

25 março 2007

Os megafones do Dragão

23 março 2007

Tifos - 3

Grupo: Ultras Lazio Curva Nord
Jogo: Lazio - Roma
Época: 2001/2002
Fonte: www.ultraslazio.it

22 março 2007

Onde será?



















Três altifalantes em cada suporte num sector ultra é sem dúvida exagerado mas para já fica a pergunta no ar: onde será?

Grande Tony em entrevista



















Para quem não teve oportunidade de ver a entrevista pela televisão, pode ver por aqui. É o verdadeiro artista, sempre presente nas viagens da Mancha Negra.

21 março 2007

Tifos - 2

Grupo: Boys San Milano 1969
Jogo: Milan - Inter
Época: 2004/2005
Fonte: www.boys-san.it

20 março 2007

Tifos - 1

Grupo: Ultra Boys 90 - Strasbourg
Jogo: Strasbourg x Lyon
Época: 2003/2004
Fonte: www.ultraboys90.com



Com objectivos criativos e recreativos, serão aqui publicadas coreografias de outros grupos à medida que se for fazendo a respectiva recolha de fotos e vídeos. No caso deste tifo em particular, fazia parte do CD de vídeos entregue na sede já na época passada, no qual estão também várias outras coreografias de outros grupos, ordenados por países, para consulta pela organização.

19 março 2007

Senhora, mulher da minha vida!

Desportivo das Aves - Mágica Briosa



















Mais um ponto para a contabilidade, que nos permitiu atingir a meta dos 20 pontos mas a jornada nem foi má para a Académica essencialmente devido aos resultados das restantes equipas a lutar pela manutenção. Este é assim mais um ano com a mesma conversa de sempre mas a maioria dos sócios parece não se preocupar muito com isso dada a passividade que demonstram. Num óptimo dia para ir à bola e vivendo a Briosa dias difíceis e decisivos, era um dever académico comparecer em peso para apoiar a equipa. Em comparação com outros jogos, a nossa bancada até nem estava assim tão despida de público mas devemos ser exigentes no que à Académica diz respeito e uma mobilização para este jogo em muito maior número teria demonstrado em maior plano de evidência a nossa força e a nossa fé.
É verdade que este futebol moderno já não vive de jogadores umbilicalmente ligados ao emblema que representam e que estes mercenários, que já nos habituámos a ver trocar de equipa como quem troca de camisa, não merecem a dedicação com que os apoiamos mas apesar de tudo uma coisa não mudou: a Instituição continua a estar acima de tudo e de todos. É neste contexto que os adeptos hoje em dia se vêem obrigados apoiar unicamente as camisolas, deixando assim os jogadores indiferentes e sem ligação aos sítios por onde vão passando. Esta reflexão não fica por aqui dado que é válido concluir que os jogadores não têm quaisquer problemas em pôr os seus próprios interesses à frente dos do colectivo, frustrando muitas vezes as expectativas dos adeptos. Neste sentido, compreende-se a pressão que algumas massas associativas fazem sobre os seus jogadores, de modo a que não se encostem e a que deixem tudo em campo, todos os jogos. Infelizmente, na Académica há, como já se disse, uma grande passividade e os sócios acabam por não manifestar de viva voz as suas preocupações em relação às dificuldades que vamos atravessando. Coimbra sempre viveu da tolerância e do respeito entre as pessoas mas essa característica endémica acaba por nos toldar a razão e hipotecar a ambição. A questão sobre a qual todos devemos reflectir é o que de facto queremos para esta Académica porque ou todos a assumimos como uma Instituição verdadeiramente nossa e a defendemos como tal ou então a identificação da cidade com a Académica vai acabar por se perder.
Voltando ao jogo, na bancada os primeiros 2 minutos foram de silêncio para vincar aquela diferença entre ter ou não a Mancha a apoiar. Depois, uma prestação em bom plano vocal embalou a equipa para a vantagem no marcador ao intervalo. Já na segunda parte, com a reviravolta no resultado, sofreu-se mais mas o golo do empate já nos minutos finais acabou por nos permitir trazer um ponto importante para o cumprimento dos mínimos que se exigem a esta equipa.

12 março 2007

Mágica Briosa - Paços de Ferreira



















É bem verdade que formação académica não significa boa educação e por vezes certos episódios são disso a prova evidente. Mas, começando pelo jogo, já se esperava uma tarde difícil para a nossa Briosa e cedo isso se confirmou dado que sofremos o primeiro golo logo nos primeiros minutos. Depois, com a eficácia adversária a cortar linhas de passe, a Académica não teve arte nem engenho para recuperar no marcador e o segundo golo veio acabar com quaisquer ilusões de pontuar pela primeira vez em casa nesta segunda volta da Liga. A nossa classificação actual não se alterou mas as escassas diferenças de pontos para as outras equipas são motivo de apreensão entre os adeptos. É assim natural que os mais optimistas revejam em baixa as suas expectativas e que os mais pessimistas comecem a fazer as já habituais contas, visando o também já habitual objectivo mínimo que é a manutenção. Parece que é mesmo este o nosso fado.
Na bancada, a entrada em campo das equipas ficou marcada pela coreografia a assinalar o aniversário da Mancha Negra que consistiu na exibição de quatro panais ao longo da bancada central, conforme ilustra a foto. Ficou a sensação de não haver um elemento inspirador da coreografia mas também se compreende que nem sempre é possível preparar material novo para tão breves momentos de visibilidade. Depois, nos primeiros minutos de jogo, o apoio esteve forte até ao primeiro golpe nas nossas aspirações. Apesar disso e do calor que se fazia sentir, o apoio continuou a fazer-se sentir a bom nível até ao segundo e derradeiro golpe. Nesse momento, a desilusão foi bem visível e as suas vítimas foram as mais inesperadas. As emoções têm destas coisas. Claro que no final foram audíveis bastantes assobios e apenas o capitão Pedro Roma se dignou a agradecer o apoio, o que motivou os únicos aplausos da bancada.
O prolongamento teve depois lugar junto à porta VIP do ECC. As razões do descontentamento eram obviamente a falta de produtividade da equipa e ainda todo o descrédito que esta direcção tem vindo a acumular. Infelizmente poucos sócios da AAC-OAF compareceram para exigir mais esforço e dedicação, o que só vem provar que os adeptos da Académica são, de forma geral, tolerantes demais e ainda que a própria Mancha Negra perdeu alguma força mobilizadora, disso se ressentindo a voz dos adeptos que actualmente não é tão ouvida e considerada. Para marcar posição, cedo se fez sentir a nossa insatisfação através de cânticos. O primeiro jogador a sair foi o Gyano, que saiu calmamente dado que os alvos da contestação eram o treinador e o presidente da direcção. Sem explicação foi o que se passou a seguir. Alguns poucos adeptos mais exaltados, sentindo-se provocados pelo facto de o Nestor ir a passar muito próximo, começaram com insultos, embora comedidos. O jogador, incomodado com a situação, resolveu responder, o que precipitou os acontecimentos e gerou a confusão, no meio da qual acabou por quase levar um pontapé (não lhe acertou porque se conseguiu desviar). Entretando, a situação acalmou e o jogador retomou o seu caminho por iniciativa de alguns adeptos mais conscientes. Foi este o único acontecimento a lamentar envolvendo os jogadores já que de seguida se apelou a todos para que tivessem noção que os jogadores se devem sentir sempre apoiados e que as responsabilidades tinham que ser exigidas apenas ao treinador e à direcção. Como quem não deve não teme, saíram ainda pela mesma porta o Joeano e o Pedro Roma, que foram os únicos a ser aplaudidos. Entretanto surge a manobra de diversão, na pessoa do presidente José Eduardo Simões, que deu tempo aos restantes jogadores e elementos da equipa técnica para sair por outra zona do estádio. Apresentando-se disponível para falar com os adeptos, foi repetindo sempre a mesma ideia: que eles é que sabem e que nós (adeptos) não percebemos nada de futebol. Claro que têm essa obrigação mas o que é certo é que os factos não apontam nesse sentido. Para agravar a situação, o presidente termina a sua "actuação" com uma saída lamentável. Vai ao bolso buscar o telemóvel e atende uma chamada, demonstrando assim uma enorme falta de respeito pelos seus consócios. Talvez fosse o sinal para deixar de nos entreter ou apenas a deixa de que precisava para se ir embora e nem teve a consideração de pedir licença. Resumindo numa palavra: vergonha!
Os adeptos da AAC-OAF têm, ao longo dos últimos anos, sido presenteados com mãos cheias de nada por isso todos temos o dever de exigir um novo rumo para esta Instituição. Para os verdadeiros ultras, o próximo destino é a Vila das Aves, onde às 15h00 de domingo, a nossa Académica joga o seu futuro e acreditem que temos que dar a volta, de uma forma ou outra.