
Quando, na véspera de um jogo, surge uma notícia com o objectivo de desestabilizar uma equipa, normalmente todos esperam um resposta dentro de campo. Claro que para isso acontecer é essencial haver uma grande união do grupo, o que, apesar de tudo, é uma questão que não se coloca no balneário académico, pelo menos neste momento. Tendo sido essa tal resposta dentro de campo negativa, para não dizer desastrosa, como se pode então explicar esta situação? Acontece que o caso noticiado este fim-de-semana não foi uma pressão externa, como é habitual, estando a origem da instabilidade no interior da própria Instituição, independentemente de quem se vier a revelar detentor da razão. Qualquer que seja a forma de abordar a questão, trata-se de uma situação da maior gravidade, que não pode passar impune dado não ser imaginável nem desejável a coexistência das duas personagens desta novela na vida da Instituição. Assim, a única saída concreta e possível no imediato é o apurar da verdade e dela extrair as devidas consequências. Além disso, cabe aos responsáveis, nomeadamente ao Dr. Almeida Santos, fazer uma análise ponderada e cuidada da realidade actual da Académica e agir em consonância. Nessa análise há que ter em conta os Estatutos da Instituição, os quais dizem, no seu artigo 46º, o seguinte: "As eleições para os órgãos sociais, decorrem no período de 1 a 15 de Abril do ano em que devam ter lugar". Dizem ainda, no artigo 48º, o seguinte: "As listas a submeter a sufrágio, devem dar entrada na secretaria da A.A.C./O.A.F., até ao dia 15 de Março do ano das eleições". Assim, ou há a coragem de marcar uma Assembleia Geral para suspender ou mesmo demitir esta direcção ou então que, em nome da sempre desejável estabilidade da Instituição, a direcção continue em funções e se marquem imediatamente as eleições, de acordo com os prazos estabelecidos nos Estatutos. É certo que o prazo para formação de listas se esgotará em breve mas, apesar disso, certamente que os sócios da AAC-OAF saberão de entre si encontrar os melhores candidatos a estas eleições que aparentemente se apresentam como a melhor solução para contrariar o descrédito para que esta Instituição se tem vindo a arrastar.
Há coisas bem mais importantes que os resultados, nomeadamente o bom-nome de uma Instituição e é por essa reputação que todos temos o dever de zelar, principalmente porque a Académica sempre se advogou diferente e moralmente superior a este estado do futebol português e ao tipo de pessoas que o dirigem. As pessoas habituaram-se a olhar para a Académica como relativamente imune a esta podridão que consome o nosso futebol mas parece que, tal como a fruta, essa tal podridão se vai espalhando e impiedosamente corrompe tudo à sua volta. Claro que os mais incautos são os primeiros a sofrer esses efeitos e a certa altura já não há ajudas que os livrem da sua sorte.
Há coisas bem mais importantes que os resultados, nomeadamente o bom-nome de uma Instituição e é por essa reputação que todos temos o dever de zelar, principalmente porque a Académica sempre se advogou diferente e moralmente superior a este estado do futebol português e ao tipo de pessoas que o dirigem. As pessoas habituaram-se a olhar para a Académica como relativamente imune a esta podridão que consome o nosso futebol mas parece que, tal como a fruta, essa tal podridão se vai espalhando e impiedosamente corrompe tudo à sua volta. Claro que os mais incautos são os primeiros a sofrer esses efeitos e a certa altura já não há ajudas que os livrem da sua sorte.
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