05 março 2007

22 anos de dedicação

Assinalou-se no passado sábado, dia 3 de Março, o 22º aniversário da Mancha Negra. O momento não é propriamente de festa, por razões directamente relacionadas com a Académica, mas apesar disso é sempre uma data que a todos deve encher de orgulho dado que são já 22 anos de dedicação à nossa Briosa. O facto de a equipa este fim-de-semana ter jogado na Madeira levou a que o grupo se dividisse entre os que lá puderam ir e os que cá ficaram, mas em espírito certamente todos se uniram no apoio, como sempre. E é precisamente de união que todos precisamos neste momento delicado na vida da Instituição por isso a todos nós se exige uma postura verdadeiramente ultra em defesa da Académica que aprendemos a amar e a respeitar. Que o próximo jogo no domingo demonstre isso mesmo pois a melhor forma de honrar o espírito de 1985 é precisamente todos juntos e com muita força apoiarmos incondicionalmente a nossa Briosa.
FORÇA BRIOSA!! NÃO TE DEIXO MAIS!!

As nossas preocupações

Quando, na véspera de um jogo, surge uma notícia com o objectivo de desestabilizar uma equipa, normalmente todos esperam um resposta dentro de campo. Claro que para isso acontecer é essencial haver uma grande união do grupo, o que, apesar de tudo, é uma questão que não se coloca no balneário académico, pelo menos neste momento. Tendo sido essa tal resposta dentro de campo negativa, para não dizer desastrosa, como se pode então explicar esta situação? Acontece que o caso noticiado este fim-de-semana não foi uma pressão externa, como é habitual, estando a origem da instabilidade no interior da própria Instituição, independentemente de quem se vier a revelar detentor da razão. Qualquer que seja a forma de abordar a questão, trata-se de uma situação da maior gravidade, que não pode passar impune dado não ser imaginável nem desejável a coexistência das duas personagens desta novela na vida da Instituição. Assim, a única saída concreta e possível no imediato é o apurar da verdade e dela extrair as devidas consequências. Além disso, cabe aos responsáveis, nomeadamente ao Dr. Almeida Santos, fazer uma análise ponderada e cuidada da realidade actual da Académica e agir em consonância. Nessa análise há que ter em conta os Estatutos da Instituição, os quais dizem, no seu artigo 46º, o seguinte: "As eleições para os órgãos sociais, decorrem no período de 1 a 15 de Abril do ano em que devam ter lugar". Dizem ainda, no artigo 48º, o seguinte: "As listas a submeter a sufrágio, devem dar entrada na secretaria da A.A.C./O.A.F., até ao dia 15 de Março do ano das eleições". Assim, ou há a coragem de marcar uma Assembleia Geral para suspender ou mesmo demitir esta direcção ou então que, em nome da sempre desejável estabilidade da Instituição, a direcção continue em funções e se marquem imediatamente as eleições, de acordo com os prazos estabelecidos nos Estatutos. É certo que o prazo para formação de listas se esgotará em breve mas, apesar disso, certamente que os sócios da AAC-OAF saberão de entre si encontrar os melhores candidatos a estas eleições que aparentemente se apresentam como a melhor solução para contrariar o descrédito para que esta Instituição se tem vindo a arrastar.
Há coisas bem mais importantes que os resultados, nomeadamente o bom-nome de uma Instituição e é por essa reputação que todos temos o dever de zelar, principalmente porque a Académica sempre se advogou diferente e moralmente superior a este estado do futebol português e ao tipo de pessoas que o dirigem. As pessoas habituaram-se a olhar para a Académica como relativamente imune a esta podridão que consome o nosso futebol mas parece que, tal como a fruta, essa tal podridão se vai espalhando e impiedosamente corrompe tudo à sua volta. Claro que os mais incautos são os primeiros a sofrer esses efeitos e a certa altura já não há ajudas que os livrem da sua sorte.

04 março 2007

Nacional - Mágica Briosa

















O Nacional é a primeira equipa à qual esta época não conseguimos conquistar qualquer ponto. A foto refere-se ao jogo da primeira volta, que terminou com uma derrota por 1-3. Agora, na Madeira, a derrota foi por 4-0, o que se traduz num saldo de zero pontos, de 7 golos sofridos e apenas um marcado. Contra a mesma equipa, na época passada conseguimos dois empates e por isso dois preciosos pontos para a luta pela manutenção. Assim, há que recuperar estes pontos nos próximos jogos. Ao Funchal deslocaram-se cerca de 20 ultras da Mancha Negra para apoiar a Briosa, o que, tendo em conta o preço da viagem, significou uma boa presença a defender as nossas cores. Apesar disso, não se pode falar de uma boa jornada ultra, já que as bancadas do Estádio Eng.º Rui Alves são dominadas por aquelas mulheres irritantes que se juntam para cantar pelo seu Nacional e para ligar uma ainda mais irritante buzina sempre que a equipa adversária faz alguma jogada de perigo. Mas a maus resultados já estamos nós habituados e tudo estaria relativamente normal se fosse esse o único motivo de preocupação dos adeptos da Briosa, o que infelizmente não é o caso.

01 março 2007

Sporting - Mágica Briosa



















Há dias em que as palavras não são suficientes para explicar tudo aquilo que sentimos e este jogo foi disso o melhor exemplo. Foram três eliminatórias a alimentar o sonho de estar presente no Jamor e a acreditar nesta equipa para o tornar realidade. Foi por isso com muita fé que fomos a Alvalade para discutir a eliminatória e passar à fase seguinte mas bastaram os primeiros 10 minutos de jogo para nos tirarem do nosso sonho de volta à realidade. Se nesses momentos a desilusão tomou conta de todos nós, tal era a expectativa que tínhamos em fazer um bom jogo, cedo esse sentimento se transformou em frustração ao ver que alguém nos tinha trocado as voltas, a nós e aos nossos jogadores. Claro que é agora fácil apontar os erros cometidos e claro que quem está na bancada supostamente nunca percebe nada de futebol, estando essa plenitude de conhecimentos, também supostamente, guardada para os profissionais, mas tornou-se demasiado evidente que o jogo estava perdido mesmo antes de começar devido a uma táctica que já no passado tinha dado provas de não resultar. É verdade que a nossa equipa tem estado sempre condicionada pelas muitas lesões que a têm atingido mas nem se trata disso dado que este treinador não tem uma táctica única, gostando de se moldar aos adversários em vez de lhes impôr um estilo de jogo próprio. Se esta época nos trouxe camisolas demasiado coloridas e pouco sóbrias, também esta diversidade de tácticas parece carecer de identidade e de sobriedade. À imagem da nossa Académica tivemos apenas a atitude positiva dos jogadores, que lutaram até ao fim, com brio e dedicação, quando nem mesmo eles acreditariam conseguir dar a volta ao resultado. Esta Académica terá sido vítima de si própria mas continua a contar, como sempre, com os seus adeptos a apoiar em todos os momentos, bons ou maus. Assim, no próximo jogo já no domingo na Madeira, saberão todos os adeptos presentes, maioritariamente da Velha Guarda, dar o devido apoio incondicional a esta equipa que ainda nos trará certamente bons resultados até ao final da época.
Em termos de bancada, para este jogo foram muitos os adeptos da nossa Briosa que se deslocaram ao Estádio de Alvalade, mais até que no jogo a contar para a Liga em Dezembro. O dia do jogo impediu muitos outros de estarem presentes mas ainda assim o sentimento académico esteve bem presente e foi bem audível, mesmo quando a eliminatória estava já decidida. Só um reparo para dizer que é pena que todos os adeptos não se juntem mais na bancada para o apoio à equipa ser mais consistente. Quanto à organização do jogo, de lamentar o facto de não terem deixado entrar o megafone, argumentando que era essa a regra, quando ainda em Dezembro no mesmo estádio não houve qualquer problema nesse aspecto. É bem evidente que fora das quatro linhas também se joga dado que a previsível fraca presença de adeptos da casa terá sido razão mais que suficiente para de alguma maneira tentar limitar o apoio à equipa visitante. Esperemos então por Maio para receber da mesma forma que somos recebidos, algo que fica à atenção de quem de direito. Ainda assim, os cânticos foram sempre fortes e alargados a toda a curva, pelo que não é por falta de megafone que nos calamos. O melhor exemplo disso, foi a deslocação ao Bessa na época passada onde também não foi possível usar o megafone mas, apesar disso, tivemos uma prestação absolutamente espectacular, aproveitando a excelente acústica do estádio. Dos grupos da casa, o que se fez notar de forma mais constante foi o Directivo, talvez por se encontrar mais próximo de nós, tendo a Juve Leo e a TorVer apresentado coreografias no início do jogo.
Por último, apesar da derrota ficou o prazer de ouvir todo aquele exultar de paixão académica a todos os adeptos da nossa Briosa, mesmo já com o afastamento da Taça consumado. É algo que nos faz pensar o que não seria se todos soubessemos transmitir esta paixão que sentimos aos que nos rodeiam e se os conimbricenses e todos aqueles de alguma maneira ligados a Coimbra fossem, pelo menos esses, efectivamente 100% Briosa. Será assim tão utópico? Queremos acreditar que não!

24 fevereiro 2007

Mágica Briosa - Boavista



















Depois de quase um mês volvido sobre o último jogo em casa, que infelizmente também perdemos, a motivação dos bons resultados alcançados fora não chegou para voltar a conquistar os 3 pontos no ECC. Se a ideia é ir a alvalade apanhar o Sporting de surpresa, este jogo foi o ideal para isso dado que a equipa esteve muito aquém daquilo que pode e sabe jogar. Com o Gyano na equipa parece que temos menos um jogador em campo, pelo que não se percebe a insistência em o manter como titular, mas talvez não seja mesmo para se perceber. Resta-nos suspirar pelo regresso do Joeano que é, mais uma vez, uma prioridade. Outro jogador em plano negativo neste jogo foi o Paulo Sérgio dado que as jogadas dos golos se desenvolveram pelo seu lado e ainda porque na segunda parte também parecia andar perdido em campo, tendo inclusivamente passado alguns momentos a olhar para a bancada onde, certamente, lhe diziam para se mexer. A falta de atitude que teve durante longos minutos motivou até a repreensão do Pedro Roma e indicações posicionais do Dame. Não estando em causa a sua qualidade, é inadmissível tamanha passividade em campo, ainda que tenha recebido instruções para não subir no terreno de modo a não deixar desprotegido o lado direito da defesa. A mesma exigência de atitude se aplica a todos os outros jogadores, principalmente numa altura tão importante, em que se decide a passagem às meias-finais da Taça. No entanto, não é por um jogo que vamos crucificar esta equipa, que tem evidenciado qualidade e que se tem esforçado para atingir bons resultados. Continuamos por isso a acreditar com toda a fé e é com esse sentimento bem presente que vamos lutar por uma presença no Jamor já na próxima quarta-feira.
Na bancada, os primeiros minutos vieram mais uma vez provar que, tal como os jogadores, também os ultras precisam de um aquecimento para começar a cantar a sério mas, após essa fase inicial, o apoio foi constante e bem audível, apesar dos golos sofridos e da actuação do árbitro que esteve francamente mal em várias situações. Do outro lado, os Panteras Negras apresentaram-se em número bastante razoável para um jogo fora dada a sua realidade. Em termos vocais tiveram alguns picos, nomeadamente após os golos e no final da partida.
Segue-se então mais uma deslocação a Lisboa, sendo esta a mais importante da época uma vez que é decisiva para cumprir o sonho de ir à final no Jamor. O preço da viagem e bilhete é de 20 EUR e a saída está programada para as 17h00, com inscrições até segunda-feira à meia-noite.

20 fevereiro 2007

Belenenses - Mágica Briosa



















Na época passada tocou aos adeptos do Belenenses a pouca sorte de vir a Coimbra jogar a uma quarta-feira, numa jornada antecipada devido ao natal que nesse ano calhou a um domingo. Pouca sorte essa que acabou recompensada pelos 3 pontos já que a Académica perdeu esse mesmo jogo. Desta vez os papéis inverteram-se, com os adeptos da Briosa a terem que se deslocar a Lisboa a uma segunda-feira à noite e com os 3 pontos na bagagem de regresso a Coimbra. Pode-se dizer que é justo!
Ainda antes do início da viagem, já se adivinhava que o dia estava era bom para ficar em casa e para mais tarde assistir ao jogo pela televisão confortavelmente sentado, tendo sido suficientes alguns quilómetros em direcção a sul para o confirmar. Ao facto de o jogo ser a uma segunda-feira à noite veio-se assim juntar a chuva para nos arrefecer os ânimos e nos demover no apoio à Mágica Briosa. Acontece que este amor é incondicional, inexplicável e irracional, não havendo por isso adversidades que o calem. Unidos nesse sentimento, lá foram cerca de 80 ultras puxar por ela debaixo de chuva num estádio que, apesar da bela paisagem, não motiva ninguém para cantar devido às suas características acústicas.
O jogo abriu logo com oportunidades de golo nos primeiros minutos para ambas as equipas mas os golos estavam guardados para a segunda parte. Na bancada, o resultado havia já sido preconizado e felizmente confirmou-se mesmo. Num livre cobrado pelo Lino, muitos de nós estavam já a ver a bola a entrar no canto superior esquerdo da baliza do Belenenses quando o guarda-redes Costinha a conseguiu deter, mas melhor teria sido que a tivesse deixado entrar logo já que infantilmente depois a introduziu dentro da própria baliza de uma forma quem nem ele ainda saberá como aconteceu. Nesse momento, a muita chuva que nos castigou durante todo o jogo acabou por nos recompensar e por nos ajudar decisivamente a trazer os 3 pontos. Parece que a fé de quem acredita acaba por mais cedo ou mais tarde ser satisfeita.
O apoio da Mancha foi mais uma vez constante durante os 90 minutos e em bom plano dadas as condições já mencionadas. Prova disso foi o agradecimento dos jogadores e do presidente no final da partida, partilhando da nossa felicidade pela vitória. Destaque ainda para as frases exibidas durante o jogo. A primeira já havia sido usada em Setúbal na primeira jornada desta época e foi colocada de forma a estar sempre visível até ao final. "Tolerância zero ao futebol moderno" era a mensagem reciclada mas ironicamente actual. Depois, no início da segunda-parte foi exibida uma segunda frase que dizia: "A história destes dois grandes emblemas não se escreveu a uma 2ª. feira". Uma mensagem bem pensada dado que uniu as duas equipas no protesto e que por isso agradou a todos os adeptos.
Confirmado o bom momento da equipa, temos agora o Boavista como próximo adversário e que está a apenas um ponto. A dois pontos está o Estrela que, na próxima jornada, vai a Braga. Assim, é uma óptima oportunidade para dar um pequeno salto na classificação e por isso é importante ter o sector cheio e sempre a apoiar no próximo sábado. Também a nível de confiança da equipa é essencial vencer o Boavista dado que assim vamos a Alvalade ainda mais motivados para conquistar um lugar nas meias-finais da Taça.
A nossa fé mete as bolas lá dentro! Acreditem!

19 fevereiro 2007

Fazer história em Belém


Decorria a época 2003/2004, quando a viagem da Briosa a Belém se tornou única. Jogava-se a 23ª jornada do Campeonato, e mais uma vez, a Académica estava abaixo da linha de água, mais precisamente em 16º lugar. Ao contrário do que se passa actualmente, os adeptos da Académica ficaram todos no 2º Anel da bancada atrás da baliza, de frente para o Tejo.

A Académica começou a ganhar logo aos 12 minutos, com um golo de Tonel. Aos 29 minutos, Hélder Rosário é expulso...A vitória estava cada vez mais próxima! Na bancada, um dos adeptos da Briosa faz uma promessa " - Por cada golo marcado, tiro uma peça de roupa!". Mal sabia ele o que estava a dizer... Aos 41 minutos, Paulo Sérgio aumenta para 0-2. O adepto deu o dito por não dito, e manteve-se com o mesmo número de peças de roupa. Veio o intervalo.

Na segunda parte, o Belenenses tentou reagir, mas aos 76 minutos Joeano fez 0-3, acabando com a reacção lisboeta. Timidamente, lá saltou uma peça de roupa deste brioso adepto. Seguiu-se o 0-4 aos 89 minutos por Flávio e 0-5 aos 90 minutos por Lucas. Era um momento único! No meio da loucura, apenas vejo alguém a abanar uns boxers como se de um cachecol se tratasse. Com mais atenção verifico que a promessa tinha sido cumprida. Este valoroso adepto estava completamente nú, vergado à exibição da Académica. Momento único no futebol, loucura ao máximo, certamente nunca me esquecerei desta loucura. Para quem infelizmente não esteve presente no Restelo, este grande adepto é o Libelinha, cujo momento de loucura foi publicado em alguns jornais, nomeadamente no Correio da Manhã, donde provém esta foto.

14 fevereiro 2007

Novamente rumo a Lisboa

Depois da deslocação a Alcântara para a Taça, o nosso próximo destino dista apenas pouco mais de dois quilómetros do estádio da Tapadinha, apesar de parecerem mundos completamente diferentes, o que põe em evidência as desigualdades que nos caracterizam e que na capital são mais visíveis. Num estádio também com vista para o Tejo, a Académica irá tentar dar continuidade aos bons resultados contra uma equipa sempre difícil como são os azuis do Restelo. Assim, é da maior importância a presença de todos a puxar por ela para conseguir um resultado melhor que o nulo da época passada. O jogo é na próxima segunda-feira, ficando a viagem e bilhete em 10 EUR, com saída programada para as 15h. Na quarta-feira da semana seguinte, mais uma viagem com igual destino mas com redobrada importância já que a nossa Briosa irá jogar em Alvalade a presença nas meias-finais da Taça de Portugal. O estádio até é perto do aeroporto por isso quem vai à Madeira pode aproveitar e ficar logo por ali para seguir viagem dois dias depois.
Espírito 1985... a fé continua! FORÇA BRIOSA!

11 fevereiro 2007

Atlético - Mágica Briosa



















Apesar do mau tempo que se fez sentir em Lisboa, muitos foram os adeptos de ambas as equipas a marcar presença na Tapadinha para assistir à anunciada festa da Taça, que voltou a juntar dois emblemas historicamente importantes do futebol português. Contrastando com as condições que se verificavam, as climatéricas e as do estádio, as bancadas trasbordaram de alegria e fervilharam de emoção durante todo o jogo, até que, quando já todos se começavam a conformar com o prolongamento que se aproximava, um golo ao cair do pano fez explodir de contentamento todo o nosso sentimento academista. O jogo em si não foi particularmente interessante, sendo as notas de maior destaque o golo anulado ao Joeano no final da primeira parte e o golo do Pitbull que acabou com o nosso sofrimento e nos deixou a todos eufóricos.
De Coimbra partiram os já habituais dois autocarros e ainda um terceiro com adeptos que, com um bom dia de bola em perspectiva, não perderam a oportunidade de participar na festa da Taça. À chegada ao estádio, foram inevitáveis alguns momentos de ambientação a um meio algo diferente do habitual mas depressa apareceram as famosas queijadas de Sintra para ajudar a passar o tempo até ao início do jogo. Com a entrada das equipas em campo, as bancadas muito bem compostas logo manifestaram, mesmo debaixo de chuva, o típico calor humano de um bairrismo que já se julgava perdido mas que é desejável que se mantenha sempre por este país fora. Em termos de apoio, A Mancha esteve bastante constante durante todo o desafio, apesar da chuva que se fez sentir principalmente na primeira parte. Os gritos A-CADÉ-MI-CA tiveram sempre réplica da parte dos adeptos da casa, o que também ajudou a uma excelente atmosfera de salutar convívio.
Agora, há que aguardar pelo sorteio dos quartos-de-final mas as nossas preferências vão obviamente para o Bragança ou para o surpreendente Varzim. No entanto, seja qual for o adversário que nos está reservado, o sonho não morre por isso lá estaremos para o perseguir, até ao Jamor!

05 fevereiro 2007

Académica: coração













Foto: Diário de Coimbra


Académica: coração! Mancha Negra: melhor não há! Coimbra: coração!
Foi com estas palavras que Joeano, a finalizar a sua entrevista à RUC, caracterizou a Académica, a Mancha Negra e a nossa bela cidade de Coimbra. Para todos os adeptos academistas é sempre bom saber que os jogadores se sentem bem nesta Instituição e foi isso mesmo que o Joeano foi transmitindo ao longo da entrevista, durante a qual explicou ainda os pormenores da sua saída da Briosa e do processo que levou ao seu regresso até ao final da época. As vantagens financeiras, tanto para si próprio como para a Académica, estiveram naturalmente na origem da saída, da qual o jogador diz não se arrepender, apesar da falta de oportunidades no clube israelita. Quanto ao futuro para além desta época, ainda é cedo para avançar com qualquer cenário mas todos esperamos que passe pela Académica.