04 julho 2007

Orgulho

Original
















Um grupo de voluntários ensaia uma coreografia para a cerimónia de abertura do estádio Olímpico em Puerto La Cruz, na Venezuela, que antecede o jogo México-Chile da Copa América.

25 junho 2007

Grandes momentos

16 junho 2007

Mudanças na direcção



















Foi hoje conhecida a saída do Tiago do cargo de Presidente da Direcção da Mancha Negra e por isso aqui deixamos o nosso agradecimento público pela sua dedicação ao grupo e o nosso reconhecimento pelo seu trabalho. Todos imaginamos o tempo que é necessário despender para assegurar a gestão do grupo, a organização das viagens, a realização de coreografias e todas as outras funções exigidas à direcção de um grupo como a Mancha. É por isso de saudar a dedicação do Tiago e de todos os elementos da sua direcção, que com o seu empenho ajudaram a Mancha a continuar a ser reconhecida como um dos melhores grupos portugueses, senão mesmo o melhor.
Ao Rúben, o novo presidente, desejamos a melhor sorte à frente da direcção e que as suas já conhecidas capacidades de trabalho permitam à Mancha continuar a afirmar-se pela positiva no panorama ultra nacional.

13 junho 2007

Amigável? Não, obrigado!

Como certamente já é do conhecimento de todos, a direcção da Académica voltou a agendar um jogo de preparação com o Guimarães, tal como aconteceu no início da época passada. Na altura, gerou-se uma grande polémica entre os sócios da Briosa, o que levou a direcção do VSC a cancelar o jogo. Esta direcção volta assim a revelar uma enorme falta de respeito pela memória da Instituição e pelos seus sócios, esquecendo-se inclusivamente que se mantém em vigor um corte oficial de relações institucionais com o referido clube. Neste contexto, os elementos da Mancha têm que voltar a chamar a si a voz dos adeptos e dos sócios, não só porque os valores do grupo sempre se pautaram pela defesa da honra da Académica mas também porque infelizmente os sócios são, na sua maioria, demasiado passivos para fazer algo contra este jogo.
Assim, todos os que sentem verdadeiramente a Académica, não podem deixar que esta direcção, por livre iniciativa, vá contra a vontade dos sócios expressa em Assembleia Geral. Para isso, comecem todos por assinar a petição criada para o efeito, acessível por aqui. Depois, se o jogo se mantiver, estaremos todos presentes no regresso da equipa ao trabalho, a 2 de Julho, a manifestar a nossa indignação e em último caso marcaremos presença, a 14 de Julho, no complexo desportivo da Tocha para impedir a realização do jogo.

11 junho 2007

Euro 2004: um evento global em Portugal - excerto 3

Marivoet, Salomé (2006) Euro 2004TM um evento global em Portugal. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 15-29 (excertos)

Apesar das recentes tentativas encetadas pelas organizações desportivas em captarem públicos femininos ou mesmo jogadoras para os entretanto quadros competitivos criados, o futebol continua a constituir um espaço marcadamente masculino, bem visível nas subculturas de adeptos cujos membros são na sua grande maioria homens ou rapazes (Elias e Dunning 1986; Dunning 1999; Marivoet 2001ab, 2002c). O código de honra que os impele a lutar (e também a provocar com cânticos, gestos ou palavras de ordem que pretendem feminizar e assim desvalorizar os adversários tidos como inimigos), denotam bem estarmos perante um espaço de afirmação de um determinado tipo de masculinidade. Como referiu Pierre Bourdieu (1999b) no seu interessante livro intitulado A Dominação Masculina:

A virilidade, entendida como capacidade reprodutiva, sexual e social, mas também como aptidão para o combate e para o exercício da violência (nomeadamente na vingança), é antes do mais um en(cargo). Por oposição à mulher, cuja honra, essencialmente negativa, só pode ser defendida ou perdida (…) o homem ‘verdadeiramente homem’ é aquele que se sente vinculado a estar à altura da possibilidade que lhe é oferecida de aumentar a sua honra procurando a glória e a distinção na esfera pública. A exaltação dos valores masculinos tem a sua contrapartida tenebrosa nos medos e nas angústias suscitadas pela feminilidade: fracas e princípios de fraqueza enquanto incarnações da vulnerabilidade da honra (…) Tudo concorre assim para fazer do ideal impossível de virilidade o princípio de uma imensa vulnerabilidade. É ela que conduz, paradoxalmente, ao investimento, por vezes exacerbado, de todos os jogos de violência masculinos, tais como nas nossas sociedades os desportos, e muito especialmente os mais de molde a produzirem os sinais visíveis da masculinidade, e a manifestarem e também a porem à prova as qualidades chamadas viris, como os desportos de combate. (…) Certas formas de ‘coragem’, as exigidas ou reconhecidas pelas forças armadas ou as polícias (e muito especialmente os ‘corpos de elite’) e pelos bandos delinquentes (…) encontram, paradoxalmente, o seu princípio no medo de perder a estima ou a admiração do grupo, de ‘baixar a cabeça’ diante dos ‘colegas’ e de cair na categoria tipicamente dos ‘fracos’, dos ‘medricas’, dos ‘maricas, dos ‘paneleiros’, etc. (…) A virilidade como vemos, é uma noção eminentemente relacional, construída diante dos e para os homens e contra a feminilidade, numa espécie de medo do feminino, e antes de mais de si próprio.

A predominância nas subculturas de adeptos de futebol do tradicional estereótipo masculino vulgarmente associado à cultura popular, e com este uma das explicações para as usuais práticas de violência que lhe estão associadas, veio no entanto a suscitar interrogações quando à capacidade de atracção de membros de outras franjas sociais sobretudo nos meios académicos ingleses (Dunning, Murphy, Williams 1988; Williams 1997; Armstrong 1998, Dunning et. al 2002). Contudo, parece ser do consenso geral que a subcultura hooligan/casual tem atraído jovens de várias franjas sociais, ainda que como refere Eric Dunning et al. (2002: 18) em Towards a sociological understanding of football hooliganism as a world phenomenon, as estatísticas das forças policiais relativas à ocupação dos adeptos detidos durante as décadas de oitenta e noventa “sugerem que a maioria dos hooligans do futebol inglês vêm do estrato mais baixo da escala social. Uma pequena proporção, no entanto, é recrutado à volta do meio (‘middle’) e mesmo uma pequena parte do, ou perto de cima (‘top’)”. Se as identidades de classe levaram a algumas ilações na explicação do fenómeno nos meios académicos dos países onde predomina a subcultura hooligan/casual, nomeadamente ser entendido como forma de resistência à cultura dominante, no caso dos países do Sul onde predomina a ultra, os estudos têm sido consensuais quanto à heterogeneidade social entre os seus aderentes (Mignon 2002; Roversi & Balestri 2002; Astrinakis 2002; Marivoet 1992ab, 1998a, 2002b).

07 junho 2007

AAC bicampeã nacional de Futsal












Fonte: final4leiria.blogspot.com


Tal como foi aqui anunciado, decorreu em Leiria no passado fim-de-semana a Final Four da Liga Universitária de Futsal. A Académica, campeã em título, começou por defrontar a AAUBI num jogo em que sofreu um golo perto do final da primeira parte mas para a segunda parte estava guardada a reviravolta no resultado com dois golos de Hideshi Niwa em apenas quatro minutos. Em grande destaque esteve também o guarda-redes André Sousa que foi decisivo para segurar a vantagem. Com esta vitória, a AAC conquistou o seu lugar na final para defender o título contra a equipa anfitriã, o IPLeiria. Num pavilhão quase cheio, começou por ser o IPL a ter as melhores oportunidades, sempre defendidas por André Sousa, que viria mesmo a ser considerado o MVP da Final Four. No primeiro minuto da segunda parte, a AAC chegou ao golo por André Santos (Picasso) e o mesmo jogador ampliou a vantagem a cinco minutos do fim. O IPL conseguiu depois reduzir mas a AAC voltou a marcar já a acabar o jogo novamente por André Santos. Estão assim de parabéns todos os atletas do futsal da AAC dado que em apenas três épocas este é já o segundo título conquistado.

Avalanche




05 junho 2007

Euro 2004: um evento global em Portugal - excerto 2

Marivoet, Salomé (2006) Euro 2004TM um evento global em Portugal. Lisboa: Livros Horizonte. pp. 15-29 (excertos)

Os hooligans na sua versão casuals agem em gangs, por conseguinte sem uma organização explícita, embora a liderança seja exercida sobretudo na premeditação de actos de violência dirigidos à confrontação com grupos rivais (Armstrong 1998; Dunning 1999; Dunning e tal. 2002; Williams 2002; Bairner 2002; Dwertmann & Rigauer 2002). Contrariamente aos hooligans/casuals, os ultras encontram-se associados em organizações que são dirigidas por uma direcção representada por um líder máximo ou presidente. A confrontação entre ultras rivais é também usual sempre que não se encontram policiados, pois a cultura do desafio e do constrangimento moral para vingar a honra, encontra-se fortemente presente (Podaliri & Balestri 1998; Roumestan 1998; Hourcade 2002; Marivoet 1992abc, 1998a, 2002b).
No entanto, os ultras têm vindo a apresentar uma fraca envolvência nos campeonatos entre selecções nacionais, enquanto os hooligans/casuals apresentam uma maior tendência para transportarem o seu sentido de afiliação com os clubes para as suas selecções nacionais, e por isso a mobilizarem-se fortemente para o espaço das competições internacionais como os europeus e mundiais onde ganham maior visibilidade. A predisposição para a confrontação associada à procura do prestígio pessoal (adquirido nas façanhas da luta), mas também o desafio às forças de segurança regra geral percepcionadas como provocatórias, constituem feitos que seguramente sabem que terão expressão mundial dada a mediatização do espectáculo (Williams 1997; Bromberger 1997; Armstrong 1998).
É no entanto entre os ingleses, escoceses, holandeses e alemães pertencentes à subcultura hooligan/casual que as maiores rivalidades se estabelecem e também as semelhanças, como por exemplo a generalização do estilo ‘casual’ (Finn & Giulianotti 2000). Conotado com as roupas e acessórios de marca com que gostam de se ver associados (Armani, Stone Island, Burberrys, Ralph Loren, Lacoste entre outras), exibem-nas como símbolo de distinção. Segundo Dougie Brimson (2003) em Eurotrashed. The Rise and Rise of Europe’s Football Hooligans, o movimento casual terá sido criado pelo adeptos de Liverpool nos finais dos anos setenta, tendo-se generalizado na Grã-Bretanha o estilo de fashionable hooligan no início da década seguinte.
Apesar das diferenças entre as várias subculturas de adeptos no quadro europeu, a maioria dos autores que se têm vindo a debruçar sobre o fenómeno da violência no futebol, têm vindo a concordar que se encontra nos comportamentos mais ou menos tipificados e esperados, o estereótipo tradicional de masculinidade, que radica em última instância na associação da força física à virilidade e à honra na defesa das identidades pessoais e dos ‘territórios’ de pertença (físicos e simbólicos na acepção de Maffesoli). A transversalidade social na incorporação da cultura tradicional masculina ocidental, ainda que mais enraizada na cultura popular, poderá apresentar-se assim como um princípio explicativo da atracção que as subculturas do futebol exercem em indivíduos com alguma heterogeneidade sociocultural.

01 junho 2007

Tifos - 5

Grupo: Brigate RossoNere
Jogo: Liverpool - Milan
Época: 2006/2007
Fonte: www.brigaterossonere.net